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SPERMATIC CORD LEIOMYOSARCOMA DAVI V. S. ABE, CARLOS B. M. VERONA, SUELI SUZIGAN Institute of Urology and Nephrology, and Larpac Laboratory of Pathology, São José do Rio Preto, SP, Brazil ABSTRACT Introduction:
Leiomyosarcoma of the spermatic cord is a rare pathology. We present one
case and discuss the initial evaluation, therapeutic approach and follow-up. Key words:
leiomyosarcoma; spermatic cord; testis INTRODUÇÃO Os
tumores intra-escrotais extratesticulares são raros e 90% destes
originam-se do cordão espermático (1). Excluindo-se o lipoma,
o sarcoma é a neoplasia mais freqüente do cordão e
o leiomiossarcoma é a variedade mais comum na vida adulta, representando
10% de todos os casos de sarcoma de cordão. O leiomiossarcoma de
cordão, geralmente ocorre entre a quarta e quinta décadas. RELATO DO CASO Paciente
masculino, de 53 anos, procurou o serviço devido a tumoração
indolor de crescimento progressivo em hemi-escroto direito há seis
meses. A palpação demonstrava nódulo irregular, endurecido
ocupando a hemi-bolsa direita. O ultra-som confirmou nódulo de
8.0 x 3.2 x 6.6 cm em situação extratesticular. A tomografia
computadorizada de abdômen e pelve, e a radiografia de tórax
excluíram doença metastática macroscópica.
O paciente foi submetido a orquiectomia por via inguinal com ligadura
precoce do cordão, realizada sem intercorrências. Evoluiu
bem, recebendo alta no primeiro dia pós-operatório. O estudo
anátomo-patológico revelou leiomiossarcoma de alto grau
de cordão espermático com margens cirúrgicas livres
(Figures-1 e 2). Foi submetido a radioterapia complementar com 4600 cGy,
interessando cadeias ilíaca e inguinal, e o hemi-escroto à
direita. Em avaliação clínica e investigação
de imagem, mostra-se livre de doença após 12 meses da cirurgia. A
ocorrência rara do sarcoma do cordão espermático dificulta
o seu estudo e o estabelecimento de uma padronização quanto
ao seu tratamento. É consenso que a orquiectomia radical exerce
papel fundamental. Entretanto, os índices de recidiva são
significativos e a sobrevida varia de 50 a 80% com a cirurgia isoladamente
(2,3). Impõe-se a necessidade de terapia complementar. REFERÊNCIAS
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