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EFFECTIVENESS AND
COMPLICATIONS OF PUBOVAGINAL SLING IN THE TREATMENT OF STRESS URINARY
INCONTINENCE
ARLINDO M. DE CARVALHO
JR., FABRÍCIO B. CARRERETTE, VALTER MULLER, FERNANDO P. VAZ
Hospital
dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ, Brazil
ABSTRACT
Purpose:
The pubovaginal sling was popularized by McGuire in 1980, and is currently
being used not only for stress urinary incontinence (SUI) type III, but
also as an alternative in cases of failure of previous procedures, as
well as for the other types of SUI, with a rate success varying from 70
to 100%. Our objective is to evaluate the effectiveness and the complications
of this treatment regardless of SUI type.
Material and Methods: Twenty-seven patients
submitted to autologous pubovaginal sling between April 1998 and September
2000 were included in this study. All of them were evaluated with a complete
urodynamic study in order to determine bladder compliance, presence of
uninhibited contractions and the Valsalva leak point pressure (VLPP).
They were classified according to the type of SUI and followed at the
urology clinic, where the complications and the patients satisfaction
index were recorded.
Results: The mean age of the patients was
53.3 years and the mean follow-up was 17.6 months. The Valsalva leak point
pressure varied from 45 to 100 cm H2O. There was anatomical SUI in 14.8%
of patients, type III in 33.3% and associated types in 51.9%. Twenty six
percent presented preoperative uninhibited contractions. The average time
of urethral catheter was 7.4 days. Nineteen patients (70.3%) presented
complications. We have had 51.9% of initial urinary retention, but only
18.5% needed the catheter after the seventh postoperative day. Of these,
7.4% needed intermittent catheterization for longer periods. The cure
rate was 88.8%, in accordance with other studies whose continence rates
varied from 70 to 100%. The index of satisfaction was 7.4 points (considered
high) and was influenced by the complication rate (70.3%) and by the presence
of postoperative urge-incontinence.
Conclusion: The autologous pubovaginal sling
is highly effective and produces a high index of satisfaction for all
types of SUI. The complications are frequent, in general not serious and
transitory. There are fewer problems with urinary retention when the vesical
catheter is removed after the 7th postoperative day. The complications
as well as the postoperative urge-incontinence influenced the patients
satisfaction index.
Key words:
urinary incontinence; stress; pubovaginal sling; complications
Braz J Urol, 27: 535-541, 2001
INTRODUÇÃO
Introduzido
por Goebell em 1910 (1) e popularizado por McGuire & Lytton a partir
de 1978 (2), o sling pubovaginal tem sido empregado no tratamento
da incontinência urinária de esforço (IUE) por deficiência
esfincteriana intrínseca (DEI). As taxas de sucesso variam de 70
a 100% (3,4). Historicamente, tem sido usado ainda como alternativa cirúrgica
em caso de falha de outros procedimentos como as suspensões vesicais
e as cirurgias vaginais para IUE (4,5). Atualmente, alguns autores têm
preconizado sua utilização como tratamento primário
de IUE do tipo anatômica em casos selecionados (5-7).
Diversos materiais podem ser utilizados
com variada eficiência e durabilidade, isso inclui tecidos autólogos
como a fáscia lata, a fáscia do reto abdominal e o sling
de parede vaginal; e materiais sintéticos como os slings
de polipropileno, politetrafluoretileno e os de silicone. Os sintéticos
possuem a desvantagem de poderem causar rejeição e erosão
uretral subseqüente (4,8,9), problema muito observado também
nos slings de pericárdio bovino, com o qual as taxas
de complicação chegam a 90%, contra-indicando este procedimento
para o tratamento da IUE (10). Dentre as complicações mais
observadas estão as transoperatórias como a laceração
vesical e as hemorragias; as pós-operatórias precoces como
os hematomas e as infecções de ferida operatória,
as infecções do trato urinário, as retenções
urinárias; e as tardias como a incontinência de urgência,
as falhas de tratamento e a retenção urinária prolongada
(5,11). Algumas requerendo inclusive correção cirúrgica
(12).
Nosso objetivo é avaliar a eficácia
a curto prazo, o grau de satisfação das pacientes e as complicações
do sling pubovaginal de tecido autólogo no tratamento
da IUE.
MATERIAL
E MÉTODOS
Foram
estudadas, de modo prospectivo, no período de abril de 1998 a setembro
de 2000, 27 pacientes portadoras de IUE submetidas a correção
cirúrgica pela técnica de sling pubovaginal
usando tecido autólogo (fáscia do reto abdominal ou sling
de parede vaginal). Foram excluídas do estudo as pacientes com
incontinência de urgência por hiperatividade. As pacientes
foram avaliadas no pré-operatório com anamnese sucinta,
exame físico e ginecológico para evidência de perda
urinária, e avaliação urodinâmica completa.
O exame de urodinâmica foi realizado com duas sondas urinárias
de 8F e 4F respectivamente para infusão de solução
fisiológica com velocidade média de infusão (60 ml/minuto),
e para medida da pressão intravesical. A cistometria foi realizada
com a paciente na posição sentada com avaliação
da complacência, da presença ou não de contrações
involuntárias e com a medida da pressão de perda aos esforços
(PPE) através de cateter retal, sendo definida como pressão
de perda a menor pressão abdominal capaz de provocar perda urinária
detectada pelo exame visual aos 200 ml de volume e sem a retirada das
sondas uretrais.
A incontinência urinária de
esforço foi classificada de acordo com a proposta de McGuire (4).
Consideramos como IUE anatômica a presença de perdas urinárias
quando o PPE > 90 cm H2O e qualquer grau de hipermobilidade uretral
ao exame físico; IUE por deficiência esfincteriana intrínseca
quando as perdas se davam com PPE < 60 mm H2O. Os casos com PPE entre
60 e 90 cm H2O foram considerados como IUE associada (anatômica
+ deficiência esfincteriana intrínseca).
No transoperatório, utilizamos antibioticoprofilaxia
com cefazolina 2 g endovenosa no momento da indução do bloqueio
raquianestésico ou peridural. A paciente foi colocada em posição
de litotomia dorsal e passado cateter uretral 16F, uma pinça de
Allis foi colocada na porção distal da uretra a fim de retraí-la
superiormente e facilitar a exposição da parede vaginal
anterior (13). O sling foi confeccionado conforme técnica
anteriormente descrita por Raz para sling de parede vaginal
anterior (13) ou McGuire usando sling de fáscia do
reto abdominal de 6 x 2 cm (14). Foi realizada cistoscopia de controle
no transoperatório e não foi deixada cistostomia. A sonda
vesical era retirada no 3o. dia de pós-operatório e, em
caso de retenção urinária no 7o. e 14o. dias respectivamente,
quando então, persistindo o quadro, a paciente passava a utilizar
autocateterismo limpo intermitente até retornar à micção
normal.
Os procedimentos foram realizados pelo mesmo
cirurgião e o acompanhamento pós-operatório realizado
ambulatorialmente onde era avaliada a presença de incontinência
urinária, de sintomas miccionais de urgência e de sintomas
obstrutivos, anotadas as complicações e determinado o índice
de satisfação por nota que variava de zero (insatisfeita)
a 10 pontos (muito satisfeita) atribuída pela própria paciente,
através de escala visual (Figure-1). O critério de cura
foi dado pelas pacientes que não apresentavam queixas de incontinência
durante o acompanhamento.
RESULTADOS
A
média de idade das 27 pacientes foi de 53.3 anos, variando de 20
a 69 anos. Todas eram portadoras de IUE submetidas a correção
cirúrgica pela técnica do sling pubovaginal,
sendo 9 (33.3%) com sling de parede vaginal e 18 (66.6%) usando
sling de fáscia do reto abdominal. O seguimento médio
foi de 17.6 meses (9 a 29 meses). A PPE variou de 45 a 100 cm H2O, com
média de 70.7 cm H2O. Existiram 4 casos (14.8%) de IUE do tipo
anatômica, 9 casos (33.3%) de IUE do tipo III (deficiência
esfincteriana intrínseca) e 14 casos (51.9%) de IUE do tipo associada.
Sete pacientes (26%) apresentavam contrações involuntárias
no pré-operatório (IUE mista) mas com predominância
do componente de estresse que era a causa de perda urinária ao
exame urodinâmico. O tempo médio de permanência da
sonda uretral foi 7.4 dias, variando de 3 a 30 dias, incluindo o tempo
de autocateterismo limpo intermitente.
Dezenove pacientes (70.3%) apresentaram
algum tipo de complicação, perfazendo um total de 25 complicações,
sendo uma hemorragia transoperatória que necessitou transfusão
sanguínea (2 concentrados de hemácias e 1 plasma fresco);
2 hematomas e 3 infecções de ferida operatória abdominal;
2 infecções do trato urinário sendo uma por E. Coli
e outra por Proteus (Figure-2). Quatorze pacientes (51.9%) apresentaram
retenção urinária sendo que 9 necessitaram uso de
sonda por 7 dias, 3 por 14 dias e 2 que necessitaram autocateterismo limpo
intermitente por 30 dias. Houve 2 casos (7.4%) de incontinência
de urgência refratários ao tratamento com anticolinérgicos,
sendo que ambas apresentavam incontinência urinária mista
no pré-operatório. Ainda um caso (3.7%) de falha no tratamento
cirúrgico após 3 meses de seguimento, com retorno ao quadro
de IUE desta vez com incontinência de urgência associada.
Com exceção destas 3 pacientes, todas se encontram secas
sem necessidade do uso de absorventes.
A taxa de sucesso considerando as pacientes
curadas foi de 88.8%, com índice de satisfação médio
de 7.4 pontos no grupo estudado.
DISCUSSÃO
Tradicionalmente
as técnicas cirúrgicas como o reparo vaginal anterior, as
suspensões vesicais e as suspensões retropúbicas
têm sido aplicadas no tratamento da incontinência urinária
de esforço (IUE) do tipo anatômica e do tipo associada com
taxas de sucesso variando de 53 a 79% para a primeira, de 47 a 72% para
as suspensões vesicais e de 79 a 88% para as suspensões
retropúbicas, dependendo das características da população
estudada e do tempo de seguimento (15). Estes procedimentos não
são indicados na IUE do tipo deficiência esfincteriana intrínseca
(16).
A taxa de cura no presente estudo foi de
88.8%, independentemente do tipo de IUE. Esses achados são compatíveis
com as taxas observadas em outros estudos para o mesmo seguimento médio
e que variaram de 67 a 100% (15), dependendo do material autólogo
utilizado (17,18). Chaikin et al. (5), em 1998, analisando 251 pacientes
submetidas a sling pubovaginal fascial, independentemente
do tipo de IUE, divididas em um grupo considerado simples e outro complexo
(que incluía pacientes com incontinência de urgência,
fístula uretral/vesicovaginal, divertículo, cistoceles grau
III/IV ou bexiga neurogênica associada), obteve taxa de cura ou
melhora de 93% e 98% respectivamente, sendo a incontinência de urgência
persistente a maior complicação observada. Resultados semelhantes
aos de Cross et al. (4), que em 1998, estudando 150 pacientes portadoras
de IUE com e sem procedimentos cirúrgicos prévios, num seguimento
médio de 22 meses, encontraram uma taxa de cura de 93% com 19%
de incontinência de urgência. Em nosso estudo havia sete pacientes
(26%) com incontinência urinária mista no pré-operatório,
mas apenas duas (7.4%) tiveram incontinência de urgência persistente
e refratária ao uso de anticolinérgicos no pós-operatório.
Dados da literatura mostram que cerca de 50% das pacientes com incontinência
de urgência no pré-operatório permanecem com esse
quadro após a confecção do sling (19),
sendo que de 3 a 5% são refratárias ao tratamento clínico
(4), concluindo ser esse um importante fator de risco para um resultado
cirúrgico pobre e insatisfação das pacientes (3,5,20).
Nosso índice médio de satisfação
determinado pelas pacientes através de uma escala visual foi de
7.4 pontos apesar da taxa de cura ter sido de 88.8%, isto se deve ao nosso
alto índice de complicações não sérias
que pode ter influenciado neste resultado. A finalidade do índice
de satisfação foi proporcionar uma análise subjetiva
da resposta terapêutica. Haab et al.(3), 1997, observaram uma grande
variedade de critérios de cura na literatura sendo a opinião
das pacientes considerado muito importante e, aplicando questionários
a 37 mulheres operadas com seguimento de 24 a 60 meses, comprovaram a
alta satisfação que o sling proporciona: 75%
das pacientes fariam novamente o tratamento e 81% o recomendariam. O número
de procedimentos prévios não foi correlacionado com os resultados
subjetivos (3).
No nosso estudo 70% das pacientes apresentaram
alguma complicação. Houve um caso de hemorragia transoperatória
devido à lesão do plexo venoso perivesical e que necessitou
de hemotransfusão, fato raro encontrado em 4% dos casos na literatura
(15). Cinco pacientes (18.5%) apresentaram complicações
na ferida operatória, todas foram submetidas a sling
de fáscia abdominal e, portanto necessitaram de uma maior dissecção
cirúrgica; na literatura isso ocorre em 6 a 12% das vezes (11,15).
Ainda duas pacientes (7.4%) apresentaram infecção do trato
urinário contra cerca de 12% observado no estudo da American Urological
Association, 1997 (15). Não observamos complicações
gerais como as pulmonares, as cardiovasculares ou as abdominais.
Chan et al. (11), analisando 90 mulheres
com IUE submetidas a sling fascial com fixação
ao ligamento de Cooper, divididas em 2 grupos: um tendo o sling
como primeiro procedimento e o outro como procedimento de resgate, obtiveram
uma taxa de complicação global de 17 e 19% respectivamente
contra 19 a 29% de Chakain et al. (5) em 1998. Seu índice de retenção
urinária foi de 3.3% porém não foi deixada sonda
uretral, optando-se por cateter de cistostomia suprapúbica de rotina,
retirado tão logo a paciente retornava a micção espontânea
e o resíduo observado era menor que 100 ml, o que ocorria em média
no 5o. dia pós-operatório. Em nossa casuística tivemos
51.9% de retenção urinária, a maioria possivelmente
atribuída a nossa metodologia, em que a sonda uretral era retirada
no 3o. dia pós-operatório, e talvez ainda houvesse edema
e reação inflamatória suficientes para causar obstrução.
Fato que ocorreu em menor freqüência (18.5%) quando a sonda
foi novamente retirada no 7o. dia. Apenas duas pacientes (7.4%) necessitaram
autocateterismo limpo intermitente, procedimento usualmente adotado por
outros autores por um período de tempo variável quando há
retenção urinária (3,4,6,20). Nenhuma paciente precisou
de uretrolise até o momento e as duas pacientes com incontinência
de urgência refratária foram encaminhadas a nova avaliação
urodinâmica onde não observamos obstrução e
adotamos o tratamento conservador.
Uma das nossas falhas foi atribuída
à ruptura dos pontos de sustentação do sling,
limitando sua durabilidade a três meses de seguimento apesar de
seu sucesso inicial. A maioria das falhas ocorre dentro desse período
e outras possíveis causas são o mau posicionamento do sling
e à excessiva falta de tensão (4,18).
CONCLUSÃO
O
sling pubovaginal autólogo tem eficácia à
curto prazo no tratamento da incontinência urinária de esforço,
tanto do tipo deficiência esfincteriana intrínseca como dos
tipos anatômica e associada.
As complicações são
freqüentes, mas em geral sem gravidade e transitórias. As
complicações relativas à ferida operatória
são maiores quanto maior a dissecção necessária
para a confecção do sling. A retenção
urinária pode ser prolongada, sendo o uso do autocateterismo limpo
intermitente a primeira opção no manejo destes casos. O
uso de um cateter uretral é uma alternativa ao uso da cistostomia
suprapúbica, porém recomendamos removê-lo após
o 5o. ou 7o. dia de pós-operatório quando o risco de retenção
urinária parece diminuir consideravelmente.
A presença de complicações
assim como de incontinência de urgência pós-operatória
influem diretamente no índice de satisfação das pacientes.
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__________________________
Received:
September 29, 2000
Accepted after revision: July 26, 2001
_______________________
Correspondence address:
Dr. Arlindo Monteiro de Carvalho Jr.
Rua Duque de Caxias, 50 / 202
Rio de Janeiro, RJ, 20551-050, Brazil
E-mail: amcarvalhojr@zipmail.com.br
COMENTÁRIO EDITORIAL
Os
índices de sucesso de procedimentos cirúrgicos para incontinência
urinária variam muito de acordo com a técnica cirúrgica
utilizada, a seleção de pacientes, o período de seguimento,
a metodologia do estudo e as definições de cura e melhora
utilizadas. Embora diversas maneiras de se avaliar objetivamente o resultado
de cirurgias tenham sido propostas nenhuma ganhou popularidade até
o momento.
Com a finalidade de se padronizar a avaliação
de pacientes submetidas a tratamento de IUE a Sociedade de Urodinâmica
propôs em 1997 (1) que esta avaliação consistisse
de pelo menos: 1)- Opinião da paciente sobre o resultado do tratamento;
2)- Diário miccional; 3)- Questionário miccional; 4)- Teste
de pesagem de absorventes (pad-test); 5)- Exame físico; 6)- Urofluxometria;
e 7)- Estimativa de resíduo urinário pós-miccional.
Mais recentemente, Chaikin & Blaivas
(2) propuseram um método simplificado de análise de eficácia
de tratamentos de IUE que inclui apenas o Diário Miccional, Pad-Test
e Opinião da paciente, que graduados de 0 a 2 fornecem um escore
final que permite a classificação do resultado final.
Os autores utilizam em suas análises
de resultados dados da história e exame físico e opinião
da paciente sobre os resultados. Não foram utilizados instrumentos
como o Pad-test ou o Diário Miccional cujas informações
permitem uma avaliação menos subjetiva dos resultados obtidos.
Um outro ponto a ser considerado é
que os autores analisam conjuntamente os resultados de pacientes submetidas
a sling de parede vaginal e sling fascial. Existem evidências na
literatura de que o sling de parede vaginal ofereça um resultado
inferior ao sling fascial o que provavelmente iria alterar os números
em termos de eficácia global uma vez que os grupos não foram
estratificados.
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2. Groutz A, Blaivas JG, Rosenthal JE: A Simplified Urinary Incontinence
Score for the Evaluation of Treatment Outcomes. Neurourol Urodyn, 19:
127-135, 2000.
Luis Augusto Seabra Rios
Hospital Israelita Albert Einstein
São Paulo, SP, Brazil
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