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THE HISTORY OF
BRAZILIAN REPUBLIC WAS ALMOST CHANGED BY A BLADDER STONE
E. ALEXSANDRO DA
SILVA
Urogenital
Research Unit, State University of Rio de Janeiro, RJ, Brazil
ABSTRACT
Purpose:
The transition from Empire to Republic was a very troubled period in the
Brazilian political history. Prudente de Morais (1841-1902) was the first
civilian president of Brazil and suffered from bladder calculi during
his government (1894-1898). The author aims to report the impact of the
Presidents urological treatment on the establishment of Brazilian
Republic.
Materials and Methods: An extensive review
of the literature and analysis of original documents and personal letters
were performed and evaluated.
Results: Prudente de Morais suffered from
bladder calculi since the beginning of his mandate. His symptoms worsened
and surgery was needed. Drs. Pedro Afonso and Oscar Bulhões performed
a suprapubic cystolithotomy on October 29, 1896. There was a political
conspiracy to replace the president during his convalescence. However,
he recovered his good health and returned to presidential activities.
He governed until the end of his mandate, defending the republican regime.
Conclusion: The establishment of Brazilian
Republic was almost changed by a bladder calculus.
Key words:
bladder; bladder calculous; history of medicine; lithotomy
Braz J Urol, 27: 72-77, 2001
INTRODUÇÃO
Prudente
José de Morais Barros nasceu em Itú, a 4 de outubro de 1841.
Cresceu em uma época onde as idéias republicanas e abolicionistas
se fortaleciam progressivamente. Entrou para a política ainda jovem
e participou da fundação do Partido Republicano, que iria
sustentar a oposição aos monarquistas. Sua carreira foi
coroada de sucessos, uma ascensão contínua, que culminou
com a presidência do país. Ele foi o primeiro presidente
civil e eleito pelo povo (1).
Entretanto, é preciso compreender
que o momento que o Brasil então vivia era grave. A passagem de
Monarquia para República era recente e o novo regime necessitava
de uma consolidação maior. Prudente de Morais, recém
eleito presidente, tinha os florianistas e os monarquistas que se opunham
radicalmente. As palavras de seu secretário Rodrigo Otávio
nos transmitem bem o clima político daquela época: A
hostilidade à nova ordem de coisas que Prudente encarnava, era
manifesta, palpável, flagrante. Pouca gente, mesmo, acreditava
na transmissão regular e pacífica do poder; muito poucos
esperavam que esses derradeiros dias do período Constitucional
fossem, de fato, os derradeiros dias do governo do Marechal (Floriano)...
(2,3). Temia-se a instalação de uma ditadura, que felizmente
não aconteceu. Prudente de Morais assumiu a presidência da
República dos Estados Unidos do Brasil a 15 de novembro de 1894.
Entretanto, os temores continuariam. Durante um governo difícil,
ameaçado por um golpe de Estado, complicado por várias revoluções
internas, problemas internacionais de divisas territoriais e para piorar
mais a sua situação, padeceu de um cálculo vesical,
sendo necessário uma litotomia que até então era
considerada uma temível intervenção cirúrgica.
MATERIAL E MÉTODOS
Foi
realizada uma extensa revisão sobre a calculose vesical de Prudente
de Morais durante o seu governo na presidência do Brasil (1894-1898).
Foram pesquisados jornais da época, os acervos bibliográficos
do Centro de Referência da República, no Museu da República,
Palácio do Catete (RJ), os da Biblioteca Nacional (RJ), os do Museu
Republicano da Convenção de Itú (SP), os do Museu
Prudente de Morais em Piracicaba (SP) e os da Academia Nacional de Medicina
(RJ). Foram analisados o tratamento cirúrgico e a repercussão
da sua enfermidade sobre o processo de consolidação da república
brasileira.
RESULTADOS
Embora
seja difícil precisar quando Prudente de Morais começou
a tornar-se sintomático, está claro que seu cálculo
vesical foi uma enfermidade crônica, como ele mesmo descreveu: ...meu
organismo, já depauperado pelos sofrimentos ocasionados durante
alguns anos pelo cálculo na bexiga... (4). Seguramente ele
já era portador do cálculo quando assumiu a presidência.
Em carta de janeiro de 1895, disse a uma de suas filhas: ...eu vou
me agüentando: há quinze dias voltou-me o incômodo da
bexiga, mas felizmente, durou pouco... (4). As crises começaram
a ser mais freqüentes e intensas, causando um grande desconforto.
Em outra carta, enviada ao seu amigo Antônio Teixeira Mendes, datada
de 9 de outubro de 1895 pode-se ler: ...Cheguei aos 54 anos - mas
tão cansado e abatido como se tivesse chegado aos 64: envelheci
10 anos por antecipação resultado da enfermidade
e do enorme peso que suporto há longos 11 meses... (5). Irritado
com a oposição política e também com o cálculo
vesical que o faz a todo momento recordar que possui uma bexiga, Prudente
escreve a seu grande amigo e companheiro político Bernardino de
Campos, no dia 10 de janeiro de 1896: ...O meu maior desejo é
ver-me livre deste inferno e ocupar-me, durante o resto da vida,
de minha saúde arruinada... (5). Os sintomas começaram
a se intensificar de tal modo que lhe dificultavam o trabalho. Em 29 de
setembro de 1896 escreveu ao seu filho Antônio: ....Continuo
a sofrer mais ou menos dos meus incômodos, tendo dias em que impedem-me
completamente de trabalhar... (4). Agravou-se o seu estado de saúde,
tornando-se indispensável uma intervenção cirúrgica
para retirar o cálculo da bexiga.
No dia 29 de outubro de 1896, às
9 horas da manhã, na sua residência de verão, no Morro
do Inglês (atual Ladeira do Ascurra, Cosme Velho, no Rio de Janeiro),
Prudente de Morais foi operado pelo Dr. Barão de Pedro Afonso Franco
(Figura-1), acompanhado do Dr. Oscar de Bulhões (Figura-2) e auxiliados
pelos Drs. Toledo Dodsworth e Paulino Werneck. Assistiram à operação
os Drs. Barata Ribeiro, Rodrigues Lima e Cesário Motta (6,7). Foi
realizada uma talha hipogástrica (cistolitotomia suprapúbica),
sendo retirado um cálculo de cerca de 3.5 cm de diâmetro.
A intervenção durou aproximadamente uma hora (6,8). A incisão
foi suturada por planos e foram colocados um dreno hipogástrico
e sonda vesical via uretral de demora. Realizava-se lavagem vesical com
solução bórica. No quinto dia do pós-operatório
foi fechada a sonda de demora e se esvaziava a bexiga a cada 2 ou 3 horas.
No sexto dia de pós-operatório se realizou a retirada do
dreno hipogástrico. Entretanto, ao oitavo dia depois da cirurgia,
apresentou extravasamento de urina para o espaço perivesical, sendo
reinstalado um dreno hipogástrico. Em uma rápida conferência
entre os Drs. Barão de Pedro Afonso, Oscar Bulhões e Barata
Ribeiro, decidiu-se realizar no mesmo dia, às 16:00 h, a sifonagem
da bexiga (tipo de drenagem vesical) (9,10).
O estado de saúde do presidente piorou,
desencadeando uma crise política. Diante da conhecida mortalidade
dos pacientes submetidos à talha vesical, criou-se um clima de
expectativa. Discutiu-se muito a questão de sua substituição.
A esse respeito, o então senador Manuel de Morais Barros escreveu
ao amigo Antônio Teixeira de Mendes: ...O presidente, no dizer
dos 5 médicos que o estão tratando, não corre mais
perigo algum, mas está muito magro, com a ferida da operação
ainda aberta e sofrendo de empaixações por estarem os intestinos
em estado de preguiça. A convalescença será algum
tanto demorada demora que aconselha a passagem do governo ao vice-presidente...
(4,5).
Em carta do dia 10 de novembro de 1896,
a conselho do Dr. Pedro Afonso, Prudente de Morais passou temporariamente
o cargo de presidente da República a Manuel Vitorino Pereira, que
era seu Vice (11). Divulgada a notícia do estado de saúde
do presidente e o seu afastamento para recuperar-se, manifestou-se abertamente
a conspiração que se vinha processando. Vitorino sugeriu
que Prudente de Morais renunciasse amigavelmente ao cargo, mas encontrou
uma grande resistência: Bernardino de Campos. O senador e grande
amigo de Prudente de Morais percebeu que a idéia de Vitorino seria
um golpe irregular na legalidade do regime republicano (4).
Por recomendação médica,
Prudente de Morais deixou o Morro do Inglês e foi completar sua
convalescença em Teresópolis (RJ). O Presidente escreveu
a uma de suas filhas em 8 de dezembro de 1896: ...Desta vez deixei
o Morro do Inglês sem saudades, porque sofri muito ali, onde quase
morri... (5). A idéia de haver-se aproximado da morte leva
a Prudente de Morais preocupar-se demasiado com a saúde dos seus
familiares e amigos, como fica claro numa carta a uma de suas filhas,
datada de 22 de dezembro de 1896: ... você tem aproveitado
o remédio do Dr. Rocha Faria, sentindo-se já mais forte
e animada: deve, pois, continuar a usar... e segue ...vossa
mãe que está sendo incomodada por umas dores reumáticas
no tornozelo do pé direito... Diga-me se o Faria ainda é
vivo: tenho dúvida a respeito porque durante toda minha
enfermidade, que foi longa, recebi cartas, visitas e telegramas de amigos,
conhecidos e até de desconhecidos, e só nada recebi de Faria....
Também a sublimação religiosa e a superstição
estiveram presentes: ...Incluo 10$000 para você cumprir a
promessa que fez à aleijadinha pelo meu restabelecimento
que, felizmente, se realizou... e ...que todos os vossos
gozem de saúde durante este ano (1897) que deve ser melhor
que o passado porque não é bissexto... (5). Acreditava
que pudera haver sido influência do ano bissexto o seu infortúnio
cirúrgico.
Manuel Vitorino continuou com sua estratégia.
Mudou a sede do governo para o palácio do Catete, nomeou novos
ministros, deu uma nova orientação política e administrativa
ao país, provocando a cisão do Partido Republicano Federal
(3). Bernardino era o defensor mais forte de Prudente contra a voluptuosa
investida de Vitorino e companheiros. Entretanto, pressionado em demasia,
reclamava a volta de Prudente, que lhe contestou: ...Convém-me
muito, para restauração completa das forças esgotadas,
conservar-me em descanso por mais tempo; é mesmo o conselho dos
médicos;... mas se for preciso prescindir-me disso.... Pouco
tempo depois cede às pressões e volta para o governo: ...mas
para que você não saia entrarei eu, embora com sacrifício
de saúde... (5).
Prudente de Morais reassume o governo no
dia 4 de março de 1897, sem aviso prévio, para surpresa
da oposição e do povo brasileiro. A volta inesperada do
Presidente deixou a impressão de que assim procedera para salvar
os interesses da República, como que denotando ter concorrido para
isto a administração de Manuel Vitorino (12).
DISCUSSÃO
A
litotomia, devido a uma altíssima mortalidade, gozou de má
fama por vários séculos. Sabia-se que os pacientes que sobreviviam,
tinham o estilo de vida alterado, ficavam deprimidos devido às
seqüelas da cirurgia (13). Por isso, até finais do século
XIX e princípios do XX, o diagnóstico de cálculo
vesical ainda causava enorme apreensão, como foi o caso de Prudente
de Morais.
A talha vesical é considerada a cirurgia
precursora da urologia, pois trouxe como conseqüência os litotridores
cegos e os instrumentos endoscópicos, verdadeiros marcos a especialidade
(13). Apesar de que a talha hipogástrica já havia sido realizada
no século XVI, devido a uma inaceitável taxa de mortalidade
foi abandonada em favor das talhas perineais. Até que em 1880 Petersen
descreve, em um trabalho clássico, a obtenção de
bons resultados com a talha hipogástrica, usando um balão
endoretal e técnica asséptica (14). Este procedimento ganhou
adeptos em todo mundo, embora fosse usado somente nos casos muito complicados
e ainda assim continha um risco considerável. As taxas de mortalidade
européias da época eram de 22-30% e a pequena experiência
brasileira no final do século XIX contava com 6 mortes entre 8
operados (15). Uma assustadora taxa de mortalidade de 75%. O vice-presidente
Manuel Vitorino, que também era médico e cirurgião,
conhecia as reais possibilidades do presidente (16). Só que inesperadamente,
Prudente de Morais reassumiu o governo depois de mais de 4 meses de convalescença.
A situação não havia
melhorado desde que se afastara. A verdade é que piorara: uma tentativa
de golpe, um Ministério novo e uma revolução em andamento
(Guerra de Canudos). No congresso vociferava a oposição.
Transbordava uma grave crise financeira. Pelo menos já não
tinha mais aquela pedra na bexiga.
O primeiro a realizar no Rio de Janeiro
uma litotrícia com o procedimento de Bigelow foi o Dr. Barão
de Pedro Afonso Franco, um ilustre cirurgião da época (15)
(Figura-1). Gozava de muito prestígio, o que lhe valeu a responsabilidade
pelo tratamento cirúrgico do Presidente. Posteriormente dedicou-se
a assuntos diferentes da carreira, tendo sido diretor do Instituto Vacinogênico
Municipal, onde Oswaldo Cruz iniciou sua atividade no Rio de Janeiro (8).
O primeiro a realizar com sucesso uma cistolitotomia
suprapúbica no Rio de Janeiro foi o Dr. Oscar Adolfo de Bulhões
Ribeiro, em 1886 (15) (Figura-2). Embora fora controvérsia médica
da época, Bulhões defendia a não sutura das paredes
vesical e abdominal porque acreditava que os materiais e a técnica
de sutura da bexiga não estavam aperfeiçoados o bastante
e a ocorrência de fístula seria a regra (15). Infelizmente
assim foi o caso de Prudente de Morais, que teve de sofrer reintervenção
ao modo de Bulhões. É provável que além de
outros fatores clínicos, as conveniências políticas
e o desejo de pronto restabelecimento do presidente tenham influenciado
na decisão inicial do tipo de abordagem a ser usada (17). Bulhões
foi presidente do primeiro Congresso Cirúrgico realizado no Rio
de Janeiro em 1889, onde apresentou brilhante monografia sobre os cálculos
vesicais (15). Ele ainda se tornaria membro da Academia Nacional de Medicina
um ano depois da cirurgia bem sucedida que realizou no presidente Prudente
de Morais.
Estes 2 pioneiros da cirurgia do cálculo
urinário no Brasil, foram apenas 2 de vários outros grandes
nomes existentes na época. Apesar de existirem alguns trabalhos,
de muito boa qualidade, a bibliografia da história da urologia
brasileira ainda é carente de grandes obras e isso dificulta muito
qualquer trabalho histórico (18-20).
CONCLUSÃO
Nunca
se saberá o que ocorreria se Prudente de Morais não reassumisse
o governo. O certo é que, com Manuel Vitorino no poder, homem com
personalidade oposta à de Prudente de Morais, a administração
seria distinta, como realmente foi nos seus meses de interinidade (16).
Por isso, pode-se afirmar que a história da república brasileira
quase foi alterada por um cálculo vesical.
REFERÊNCIAS
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1978.
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- Gazeta
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N. 304.
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- Porto
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- Jornal
do Brasil. Rio de Janeiro: 7 de novembro de 1896. Ano VI, N. 312.
- Gazeta
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- Jornal
do Brasil. Rio de Janeiro: 11 de novembro de 1896. Ano VI, N. 316.
- Gazeta
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- Murphy
LJT: The History of Urology. Springfield, Charles C. Thomas Publisher,
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- Pousson
A: Précis des Maladies des Voies Urinaires. Paris, Octave Doin,
Éditeur, 1909.
- Bulhões
O: Freqüência dos Cálculos Vesicaes no Brasil: Resultados
Operatórios. Trabalho apresentado ao Primeiro Congresso Brasileiro
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Lith de Machado, 1888.
- Porto
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- O Jornal.
Rio de Janeiro: 11 de novembro de 1896. Ano I, N. 7.
- Condé
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- Manso
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- Aguinaga
S: História da Sociedade Brasileira de Urologia. 1926-1999. Rio
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____________________
Received: July 21, 2000
Accepted after revision: February 20, 2001
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COMENTÁRIO EDITORIAL
Nos
últimos anos a mídia tem noticiado o envolvimento de personalidades
nacionais e internacionais com doenças urológicas. São
conhecidos os casos de carcinoma prostático do presidente François
Mitterrand (1916-1996) que durante quatorze anos governou a França,
aliás, o mais longo mandato desde Napoleon III, e dos ex-governadores
do Estado de São Paulo, Paulo Salim Maluf (1979-1982) e Orestes
Quércia (1987-1991). Da mesma forma, recentemente faleceu o governador
de São Paulo, Mário Covas Júnior (1995-1998 e 1998-2001),
2 anos após ter sido operado por carcinoma vesical.
O artigo em questão apresenta a mesma
correlação. Entretanto, uma doença hoje considerada
de baixa morbidade, a litíase vesical, quase tirou a vida do ex-presidente
do Brasil, Prudente de Morais e, por pouco, não alterou a história
da política nacional há cerca de um século. A propósito,
Prudente José de Morais Barros juntamente com Francisco Rangel
Pestana e Joaquim de Souza Murza formaram a Junta Governativa do Estado
de São Paulo de 16/11/1989 a 14/12/1889. Ademais, Prudente de Morais
foi o primeiro governador do Estado de São Paulo (14/12/1889 a
18/10/1890).
Este particular médico da vida de
Prudente de Morais, com certeza é desconhecido pela maioria não
somente dos urologistas, como também dos médicos brasileiros.
O autor tem o mérito de não somente trazer à baila
um fato que merece ser conhecido, como também por ter sido extraído
de ampla pesquisa realizada em diversas instituições médicas
e culturais de diferentes cidades.
Infelizmente, a urologia brasileira está
muito longe de valorizar a pesquisa que envolve a história da própria
especialidade como um todo, bem como de seus protagonistas, que no meu
modesto modo de ver, tem o mesmo valor de que o de uma pesquisa básica
pura. Assim, temos muito que aprender com várias instituições
médicas européias, que concernentes com a nossa especialidade,
estão congregadas na associação européia de
urologia.
É de se esperar, pois, que mais e
mais trabalhos nesta área sejam incentivados, realizados e divulgados.
Dr.
Hélio Begliomini
São Paulo, SP
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