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LEIOMYOMA OF THE BLADDER ALEX MELLER, SIDNEY ABREU, JOSÉ CURY Division of Urology, Paulista School of Medicine, Federal University of São Paulo, UNIFESP, SP, Brazil ABSTRACT Benign
mesenchymal tumors of the bladder are rare and comprise less than 1% of
the all bladder neoplasms. Leiomyoma is the most common type and comprises
35% of these tumors. These tumors may develop in submucosal (63%), intramural
(7%) or subserosal (30%) layer, at any region of the bladder. The clinical
presentation is varied and may include obstructive symptoms (50%), irritative
symptoms (38%) and hematuria (11%). There are asymptomatic cases (19%),
which make the diagnosis more difficulty. Occurs more frequently in women
than in men (3:1) and the majority of leiomyomas presented with a total
extent of beyond 5 cm. The most common diagnosis exams are ultrasonography
(US), intravenous urography and computed tomography scan. Recently, the
transvaginal US and the magnetic resonance imaging (MRI) appear are useful
imaging tools for diagnosis of leiomyoma of bladder. Key words:
bladder; neoplasms; benign tumor; leiomyoma INTRODUÇÃO Os tumores mesenquimais benignos da bexiga são raros e correspondem a menos de 1% dos tumores vesicais. O leiomioma é o mais comum compreendendo 35% destes tumores (1). Apresentamos relato de um caso onde o diagnóstico foi feito somente 4 anos após o aparecimento do primeiro sintoma. RELATO DE CASO Paciente
de 38 anos, sexo feminino, refere dor em baixo ventre há 4 anos
acompanhada de episódios recorrentes de infecção
urinária adequadamente tratados. Há 6 meses apresentou intensificação
do quadro doloroso. Antecedentes médicos incluíam uma drenagem
percutânea de cisto de Gartner há 5 anos e cesárea
há 15 anos. Exame físico sem alterações. Urina
tipo I normal, ultra-sonografia (USG) demonstrou rins normais e bexiga
com formação expansiva, hipoecogênica, na parede póstero-mediana
medindo 7.5 x 7.0 x 5.0 cm, dados estes comprovados pelo USG transvaginal
(Figure-1). A urografia excretora mostrou boa excreção renal
e falha de enchimento na bexiga. A ressonância nuclear magnética
(RNM) revelou lesão em parede posterior de bexiga, medindo 7.0
x 6.0 cm, não invadindo estruturas adjacentes (Figure-2). A cistoscopia
mostrou abaulamento em parede posterior da bexiga. Esta massa foi biopsiada
e o exame anátomo patológico foi sugestivo de tumor benigno
composto por células musculares lisas. O
diagnóstico diferencial dos tumores benignos da bexiga inclui os
miomas (leiomiomas, e rabdomiomas), os fibromas, angiomas, mixomas e osteomas.
Os leiomiomas compreendem 35% de todos estes tumores (1). Goluboff et
al., revisou em 1994 os casos de leiomioma da literatura desde 1970 e
relatou maior incidência em mulheres (3:1). Até 1997, encontravam-se
descritos 230 casos de leiomioma vesical (2). Os sintomas freqüentes
são os obstrutivos (50%), irritativos (38%) e hematúria
(11%) (3). Os tumores assintomáticos correspondem a 19% dos casos
e geralmente são de localização intramural ou extravesical. Os
tumores benignos da bexiga são raros, sendo de fundamental importância
o diagnóstico prévio de leiomioma vesical, para que se estabeleça
a adequada terapêutica. O ultra-som transvaginal e a RNM são
ferramentas auxiliares modernas e de grande poder de resolução.
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