|
IMMUNOHISTOCHEMICAL
STAINING FOR p53 PROTEIN IN PATIENTS WITH LOCALIZED PROSTATE CANCER
EDGAR THORELL,
ANTONIO A. HARTMANN, CARLOS ARY DE VARGAS SOUTO, CLAUDIO O. P. ALEXANDRE
Federal Foundation
School of Medicine, Porto Alegre, RS, Brazil
ABSTRACT
Purpose:
To assess the incidence of positive staining for p53 protein in localized
prostate cancer and to relate these results to clinical and histopathologic
staging parameters.
Material and Methods: The retrospective
study was made using 72 samples of surgical material. Patients were screened
in an outpatient basis and underwent radical prostatectomy after staging
of localized prostate cancer. Protein p53 was detected by immunohistochemical
staining. Patient average age was 64.2 years. PSA values varied from 1.8
to 5.7 ng/ml, and were over 4.0 ng/ml in 93% of the cases. Of the studied
patients, 22.2% were in clinical stage T3, and 30.6% had a Gleason score
equal or over 7.
Results: Positive nuclear reaction for p53
was detected in 6.9% of the cases, but none of them presented homogenous
reactivity throughout the slide. Among the patients whose Gleason score
was equal to or over 7, 13.6% showed positive reactivity for p53, while
among the patients who had a Gleason score lower than 7, only 4% had positive
reaction. However, these values had no significant statistical difference
(p = 0.386, Fisher exact test). There were no significant statistical
differences between positivity for p53 and the levels of pre-surgery PSA
or the Gleason score values.
Conclusion: These results indicate that
immunohistochemical positivity for p53 protein correlates poorly with
prostatic cancer.
Key words:
prostate, p53 protein, prostate cancer, prognosis, immunohistochemistry
Braz J Urol, 26: 270-275, 2000
INTRODUÇÃO
O
câncer de próstata tem recebido atenção especial
por ser a neoplasia mais freqüente após os 50 anos de idade
nos países ocidentais (1,2). A alta freqüência desta
doença justifica os esforços na busca do aperfeiçoamento
de métodos de detecção precoce e de marcadores prognósticos,
com a conseqüente melhora no planejamento terapêutico. Como
acontece com outras neoplasias, tem sido constatada a importância
de mutações na carcinogênese e na progressão
da doença. O acúmulo da proteína p53 no núcleo
das células tumorais, tem sido apontado como mutação
importante na carcinogênese e na progressão neoplásica.
Este evento está fortemente associado a mutações
puntiformes no gene TP53, sendo estas alterações as lesões
genéticas mais freqüentemente observadas nos diferentes tipos
de câncer, incluindo as neoplasias urológicas (3-6). Alterações
no produto deste gene podem ser detectadas por técnica imuno-histoquímica,
que se baseia na evidência de que a meia-vida da proteína
p53 mutada está aumentada, podendo ser detectada nas células
neoplásicas (7). Vários estudos apontam a expressão
da proteína p53 alterada como um marcador independente na evolução
dos carcinomas de mama, cólon, reto, pulmão e próstata
(8).
O objetivo deste trabalho foi avaliar retrospectivamente
a freqüência de reações imuno-histoquímicas
positivas para a proteína p53 em tumores de próstata, em
pacientes submetidos à prostatectomia radical e examinar a relação
com variáveis clínicopatológicas.
MATERIAL
E MÉTODOS
Foram
estudadas 72 peças cirúrgicas de prostatectomia radical,
do arquivo de material do Instituto de Pesquisas Cito-Oncológicas
da Fundação Faculdade Federal de Ciências Médicas
Porto Alegre (FFFCMPA). Os pacientes foram atendidos no ambulatório
do Serviço de Urologia do Complexo Hospitalar da Santa Casa de
Misericórdia de Porto Alegre, no
período compreendido entre 1993 e 1997, E submetidos à prostatectomia
radical por adenocarcinoma da próstata, estádios T1N0M0
e T2N0M0.
Os espécimes cirúrgicos foram
submetidos a cortes seriados, compreendendo fatias com 0,5 cm de espessura
de toda a glândula, obedecendo à rotina e ao protocolo do
Departamento de Patologia do Instituto de Pesquisas Cito-Oncológicas
da FFFCMPA. O material foi previamente embebido em tinta nanquim para
melhor identificação e avaliação das margens
cirúrgicas. As fatias representativas dos cortes macroscópicos
foram submetidas a inclusão em parafina para realização
de cortes histológicos de 3 m de espessura e coradas pela hematoxilina-eosina.
Uma vez estabelecido o diagnóstico pelo patologista, foram separados
os blocos de parafina das áreas neoplásicas a serem estudadas.
A gradação histológica
foi estabelecida segundo os critérios de Gleason (9). A reação
imuno-histoquímica para a detecção do acúmulo
da proteína p53 obedeceu ao protocolo usado no Instituto de Pesquisas
Cito-Oncológicas da FFFCMPA. Os cortes histológicos foram
desparafinizados e hidratados em concentrações decrescentes
de etanol e lavados em água destilada. O material foi colocado
em uma solução de citrato (pH = 6,0) e levado ao forno de
microondas em temperatura média-máxima por 15 minutos, sendo
após retirado e deixado em repouso à temperatura ambiente
por 15 minutos. Após adicionar sobre o material uma solução
tampão PBS (pH = 7,6) procedeu-se ao bloqueio da peroxidase endógena,
incubando-se os cortes em uma solução a 3% de peróxido
de hidrogênio em metanol, por 30 minutos à temperatura ambiente.
Em seguida, procedeu-se um ciclo de lavagem com água destilada
e incubou-se o material por 30 minutos numa solução contendo
4% de soro normal em PBS. O anticorpo primário anti-p53 (DO-7,
Dako A/s, Dinamarca), foi preparado a uma diluição 1:50
em PBS e incubado com os cortes durante 12 horas em câmara úmida.
Após um novo ciclo de lavagens os cortes foram novamente colocados
em câmara úmida para a incubação, por 30 minutos,
com o anticorpo secundário biotinilado de camundongo anti-IgG (Vectastain,
Vector Lab., CA, USA) diluído 1:600 em PBS. Após outro ciclo
de lavagens, o material foi incubado em câmara úmida por
60 minutos com o complexo avidina/biotina (Strepto ABC, Vectastain, Vector
Lab. CA, USA), com diluição 1:800 em PBS. A coloração
da reação da imunoperoxidase foi realizada por meio da imersão,
por 8 minutos, em uma solução contendo o cromógeno
DAB (tetra-hidrocloreto de 3,5-diamino-benzidina) e peróxido de
hidrogênio. Após lavar em água corrente foi realizada
a contra coloração com hematoxilina de Harris (Merck, Darmstadt,
Alemanha), por 2 minutos. A cada grupo de cortes submetidos à análise
foram incluídos controles positivos e negativos. A leitura da reação
foi feita em microscópio óptico e foram observados os critérios
para positividade utilizados por outros autores, ou seja, um percentual
mínimo de 5% de células coradas, por campo de grande aumento
(X400) (7,10).
Os grupos de pacientes com reação
positiva ou negativa ao antígeno p53 foram comparados quanto às
variáveis estudadas por testes não paramétricos:
U de Mann-Whitney e exato de Fisher. O nível de significância
adotado foi de p = 0,05 e as análises foram executadas com o auxílio
do programa SPSS V6.0.
RESULTADOS
A
idade dos pacientes variou de 40 a 74 anos, com uma média de 64,2
anos. A distribuição dos níveis de PSA variou de
1,8 a 57,0 ng/ml, sendo que em 93 % dos casos o PSA foi superior a 4,0
ng/ml.
O estádio clínico T3 foi identificado
em 22,2% (16/72) dos pacientes e o escore de Gleason, foi igual ou superior
a 7 em 30,6% (22/72) dos casos. De maneira consistente com os dados da
literatura, os estádios clínicos mais avançados foram
acompanhados pelos valores da gradação histológica
de Gleason mais elevados (Tabela-1).

Entre
os 72 casos analisados, 6,9% (5/72) apresentaram reação
nuclear positiva. Em nenhum destes casos a positividade foi homogênea
em toda a lâmina (Figura-1). Embora 22 pacientes tivessem escore
de Gleason maior ou igual a 7, apenas 13,6% (3/22)
apresentaram reação p53 positiva. Os pacientes com o escore
menor que 7 tiveram apenas positividade de 4,0% (2/50) e estes índices
não foram significativos (p = 0,386; teste exato de Fischer) (Tabela
2). Não foi observado associação significativa entre
a positividade para o antígeno p53 e os níveis de PSA pré-cirúrgico
(p = 0,515; Mann-Whitney) ou os valores do escore de Gleason (p = 0,137,
Mann-Whitney) (Tabela-3).
DISCUSSÃO
A
história natural do carcinoma de próstata mostra comportamento
biológico heterogêneo, variando de uma forma indolente até
uma forma agressiva com ocorrência de metástase precoce (1,11).
Os mecanismos que levam o tumor de próstata
a se desenvolver ainda são pouco conhecidos. Os esforços
na elucidação dos mecanismos moleculares do processo da
carcinogênese prostática, não identificaram nenhum
marcador biológico que esteja ligado aos estádios iniciais.
Surge, por essa razão, a necessidade da realização
de pesquisas para identificar um marcador que possa oferecer melhores
informações prognósticas do que as rotineiramente
usadas e que são baseadas na avaliação clínica
e anatomopatológica.
Alguns autores descreveram uma associação
significativa entre a alteração na expressão da proteína
p53 nuclear e o câncer de próstata (10,12,13). Embora estes
trabalhos tenham relacionado este fenômeno como um evento favorável
no acompanhamento de pacientes com câncer de próstata submetidos
a prostatectomia radical, existe um número significativo de outros
estudos que não confirmam tais resultados (7,14-16). Por outro
lado, são escassos os trabalhos desta natureza em nossa população.
Em nosso estudo observamos uma baixa freqüência
de tumores apresentando acúmulo nuclear da proteína p53
(6,9%). Esta observação está de acordo com diversos
estudos que sugerem que a mutação do p53 é um evento
tardio na carcinogênese prostática. A confirmação
destes resultados, portanto, inviabiliza a utilização da
detecção imuno-histoquímica desta proteína
como um marcador independente, com propósitos prognósticos.
Entre as variáveis clinicopatologicas
utilizadas na avaliação da evolução dos tumores,
a gradação de Gleason é o parâmetro de melhor
valor preditivo para definir o prognóstico de pacientes com adenocarcinoma
de próstata. O escore igual ou maior que 7 indica pior prognóstico
(17). Em nosso trabalho não pudemos demonstrar associação
significativa entre a freqüência de reações imuno-histoquímicas
positivas do p53 com esta variável (p = 0,137).
Apesar dos trabalhos publicados relacionando
a proteína p53 e o câncer de próstata, o entusiasmo
inicial, que adveio com a identificação do gene TP53, parece
ter diminuído com o passar dos anos, arrefecendo a esperança
de que este pudesse se tornar um marcador independente para evolução
do carcinoma de próstata, pois a sua manifestação
é de ocorrência tardia. O marcador ideal seria aquele que
já demonstrasse positividade tecidual em estádios iniciais
e assim pudesse prever o quadro evolutivo, melhor do que o fazem a graduação
histológica pelo método de Gleason, o PSA, e o estadiamento
TNM (18). Como a detecção imuno-histoquímica desta
proteína mostra evidências de estar associada aos estádios
avançados da doença, onde na maioria das vezes a graduação
de Gleason é alta, o que sugere pior prognóstico, este evento
perde o seu significado como um indicador preditivo independente de prognóstico.
Devemos assinalar, por outro lado, que a
positividade pela imuno-histoquímica não indica necessariamente
a presença de proteína mutada, já que ela pode acumular-se
no núcleo por outras razões como, por exemplo, anormalidades
em outros genes envolvidos no metabolismo e regulação do
gene TP53 ou a presença de antígenos virais (19,20). Também,
nem todos os tumores com mutação do gene TP53 serão
detectados pela reação imuno-histoquímica. Alguns
tipos de mutação podem resultar na expressão de uma
proteína truncada que não apresentaria sítio antigênico
para ser reconhecido pelos anticorpos comumente usados (20). Entretanto
alguns estudos mostram que o acúmulo nuclear da proteína
p53 correlaciona-se bem com a presença de mutações
no gene TP53, sugerindo que esta técnica simples e rápida
pode ser adequada a este tipo de estudo (21,22). Em nosso trabalho, foi
realizada apenas a caracterização da positividade pela técnica
imuno-histoquímica, não identificando-se a possível
mutação.
_____________________________
Projeto de Pesquisa apoiado pela CAPES
REFERÊNCIAS
- Parker
SL, Tong T, Bolden S, Wingo PA: Cancer statistics. CA Cancer J Clin,
47: 5-27, 1997.
- Boring
CC, Squires TS, Tony T: Cancer Statistics, 44: 7-15, 1994.
- Bishop
JM, Weinberg RA (eds.): Scientific American Molecular Oncology. New
York: Scientific American Incorporated, 1996.
- Levine
AJ, Perry ME, Chang A, Silver A, Dittmer D, Wu M, Welsh D: The 1993
Walter Hubert Lecture: The role of the p53 tumor suppressor gene in
tumorigenis. Br J Cancer, 69: 409-416, 1994.
- Chang
F, Syrjänen S, Sirjänen K: Implications of the p53 tumor-suppressor
gene in clinical oncology. J Clin Oncol, 13: 1009-1022, 1995.
- Curtis,
CH, Hollstein M: Clinical implications of the p53 tumor-suppressor gene.
N Engl J Med, 28: 1318-1327, 1993.
- Aprikian
AG, Sarkis AS, Fair WR, Fuks ZVI, Cardo CC: Immunohistochemical determination
of p53 protein nuclear accumulation in prostatic adenocarcinoma. J Urol,
151: 1276-1280, 1994.
- Stricken
HJ, Jonathan KJ, Michael DL, Amin MB: Determining prognosis of clinically
localized prostate cancer by immunohistochemical detection of mutant
p53. Urology, 152: 366-396, 1996.
- Gleason
DF, Mellinger GT: Prediction of prognosis for prostatic adenocarcinoma
by combined histological grading and clinical staging. J Urol, 111:
58-64, 1974.
- Bauer
JJ, Sesterhenn IA, Mostoffi KF, Macleod DG, Srivastava S Moul JW: p53
nuclear protein expression is an independent prognostic marker in clinically
localized prostate cancer patients undergoing radical prostatectomy.
Clin Cancer Res, 1: 1295-1300, 1995.
- Scardino
PT, Weaver R, Hudson MA: Early detection of prostate cancer. Hum Pathol,
23: 211-222, 1992.
- Visakorpi
T, Kallioniemi OP, Heikkinen A, Koivula T, Isola J: Small subgroup of
aggressive, highly proliferative prostatic carcinomas defined by p53
accumulation. J Natl Cancer Inst, 84: 883-887, 1992.
- Kallakury
BVS, Figge J, Ross, JS, Fisher, HUG, Jennings T: Association of p53
immunoreactivity with high Gleason tumor grade in prostatic adenocarcinoma.
Hum Path, 25: 92-97, 1994.
- Thomas
DJ, Robinson M, King P, Hasan R, Charlton R, Martin J, Carr TW, Neal
DE: p53 expression and clinical outcome in prostate cancer. Br J Urol,
72: 778-781, 1993.
- Effert
P, Maccoy RH, Walther PJ, Liu ET: p53 gene alteration in human prostate
carcinoma. J Urol, 150: 257-261, 1993.
- Heidenberg
HB, Sesterhenn IA, Gaddipati JP, Weghorst CM, Buzard GS, Moul, JW, Sristavas
S: Alteration of the tumor suppressor gene p53 in high fraction of hormone
refractory prostate cancer. J Urol, 154: 414-421, 1995.
- Partin
AW, Yoo JK, Carter HB: The use of prostate-specific antigen, clinical
stage and Gleason score to predict pathological stage in men with localized
prostate cancer. J Urol, 20: 713-725, 1993.
- Epstein
JI, Carmichael M, Partin AW: AO-519 (Fatty acid synthase) as an independent
predictor of pathologic stage in adenocarcinoma of the prostate. Urology,
45: 81-86, 1995.
- Grignon
DJ, Caplan R, Sarkar FH, Lawton CA, Hammond EH, Pilepich MV, Mesic J,
Fu KK, Abrams RA, Pajak TF, Shipley WU, Cox JD: p53 status and prognosis
of locally advanced prostatic adenocarcinoma: a study based on RTOG
8610. J Nat Cancer Inst, 89: 158-165, 1997.
- Harris
CC: The 1995 Walter Hubert Lecture - molecular epidemiology of human
cancer: Insights from the mutational analysis of the p53 tumor-suppressor
gene. Br J Cancer, 73: 261-269, 1996.
- Marks
JR, Davidoff AM, Kerns BJ, Humphrey PA, Pence JC, Dodge RK, Clarke-Pearson
DL, Iglehart JD, Bast RC Jr., Berchuk A: Overexpression and mutation
of p53 in epithelial ovarian cancer. Cancer Res, 51: 2979 -2783, 1991.
- Maestro
R, Dolcetti R, Gasparotto D, Doglioni C, Pelucchi S, Barzan L, Grandi
E, Boiocchi M: High frequency of p53 gene alterations associate with
protein overexpression in human squamous cell carcinoma of the larynx.
Oncogene, 7: 1159-1184, 1992.
_______________________
Received: October 18, 1999
Accepted after revision: April 26, 2000
RESUMO
DETECÇÃO
IMUNO-HISTOQUÍMICA DA PROTEÍNA p53 EM PACIENTES PORTADORES
DE CARCINOMA LOCALIZADO DA PRÓSTATA
Objetivo:
Avaliar a freqüência de reações positivas para
a proteína p53, no câncer localizado de próstata e
examinar a relação com os parâmetros de estadiamento
clínico e anatomopatológicos.
Material e Métodos: Foram avaliadas
retrospectivamente 72 peças cirúrgicas do arquivo de material
do Instituto de Pesquisas Cito-Oncológias da Fundação
Faculdade Federal de Ciências Médicas, de pacientes atendidos
no ambulatório do Serviço de Urologia do Complexo Hospitalar
da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre e que foram submetidos
à prostatectomia radical, tendo sido estagiados no pré-operatório
como portadores de carcinoma localizado. A detecção da proteína
p53 foi realizada por meio de técnica imuno-histoquímica.
Resultados: A idade média dos pacientes
foi de 64,2 anos. O valor do PSA foi superior a 4,0 ng/ml em 93% dos casos,
apresentando uma amplitude de 1,8 a 57,0 ng/ml. Entre os pacientes da
amostra, 22,2% estavam no estádio clínico T3 e 30,6% apresentaram
escore de Gleason igual o superior a 7. A reação nuclear
positiva para proteína p53 foi detectada em 6,9% dos casos, sendo
que em nenhum deles a reatividade foi homogênea em toda a lâmina.
Dentre os pacientes em que o escore de Gleason era igual ou superior a
7, 13,6 % manifestaram reatividade positiva para a proteína p53,
enquanto que dos que tiveram o escore de Gleason inferior a 7, apenas
4 % demonstraram reação positiva. Estes valores, entretanto,
não apresentaram diferenças estatisticamente significativas
(p = 0,386, teste exato de Fisher). Da mesma forma não observamos
diferenças estatisticamente significativas entre a positividade
para a p53 e os níveis de PSA pré-cirúrgico ou os
valores do escore de Gleason (p = 0,515 e p = 0,137, respectivamente,
teste de Mann-Whitney).
Conclusão: Estes resultados mostram
que a proteína p53, não é um marcador independente
no câncer de próstata neste grupo de pacientes.
Unitermos:
próstata, câncer de próstata, proteína p53,
prognóstico, imuno-histoquímica
Braz J Urol, 26: 270-275, 2000
_____________________
Correspondence address:
Edgar Thorell
Rua Tomaz Gonzaga,430 / casa 13
Porto Alegre, RS, 91340-480, Brazil
Fax: ++ (55) (51) 328-9237
E-mail: thorell@zaz.com.br
|