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INTRACORPOREAL
HOLMIUM:YAG LASER LITHOTRIPSY - CURRENT STAGE
TENNYSON R. SILVA,
MARCELO MARÍNGOLO
Kidney Stone
Treatment Unit, São José do Rio Pardo, SP, Brazil
ABSTRACT
Since
Mulvany and Beck first description of Ruby laser for lithotripsy, urologists
have been exploiting every possible application of this technology. Relevant
to urology is the recently developed Holmium:YAG laser with both soft
tissue and lithotripsy applications. The Holmium:YAG laser can effectively
fragment calculi of all compositions mainly through a photothermal mechanism.
This mechanism result in fewer migrated and smaller stone fragments, compared
to electrohydraulic lithotripsy, mechanical lithotripsy or pulsed dye
lasers. Because the Holmium:YAG laser can be carried through small flexible
quartz fibers, it is ideally suited for the use through small-diameter
flexible ureteroscopes in the upper urinary tract. We here provide a comprehensive
revision of basic concepts as wavelength, absorption coefficient, chromophores,
pulsed laser and the photothermal mechanism of the Holmium:YAG laser lithotripsy.
Security concerns, the impact of energy and frequency settings, as well
as the influence of different fiber types and its diameters on stone fragmentation
are analyzed. The clinical Holmium: YAG laser lithotripsy applications
and the series reporting their use are reviewed.
Key words:
laser; holmium:YAG; lithotripsy
Braz J Urol, 26: 584-590, 2000
CONCEITOS
BÁSICOS EM LASER
RELACIONADOS À LITOTRIPSIA
Comprimento
de Onda
O laser é um feixe de luz intenso.
A luz, por sua vez, é uma radiação eletromagnética.
Essa radiação exibe as características de uma onda.
O comprimento dessa onda é definido pela distância medida
entre duas cristas consecutivas. O comprimento de onda define basicamente
as características de interação de um laser com as
diversas substâncias e tecidos. Como todas as ondas que compõe
um feixe de laser possuem o mesmo comprimento de onda (luz monocromática),
a interação do laser com as diversas substâncias e
tecidos se dá de forma altamente específica (1).
Coeficiente
de Absorção
Cada laser, dado o seu comprimento de onda,
tem a sua energia absorvida de forma diferente por cada diferente substância
ou tecido. Existem alguns tipos de laser que são fortemente absorvidos
pela água. Esta interação é importante uma
vez que a água predomina na grande maioria dos tecidos. Um laser
que seja altamente absorvido pela água apresentará como
característica uma baixa penetração nos tecidos em
geral produzindo ablação (corte e vaporização)
dos tecidos de excelente qualidade sem a ocorrência de lesões
térmicas causadas aos tecidos vizinhos. Outros tipos de laser são
altamente absorvidos por certos pigmentos ou proteínas teciduais.
Essas substâncias são ditas cromóforos desse laser.
São exemplos de cromóforos a hemoglobina e a melanina. Um
laser que possua como cromóforo a hemoglobina, produzirá
coagulação de excelente qualidade (1).
Laser
Pulsado
Os laseres podem funcionar em modo contínuo
ou pulsado. No modo contínuo pode ocorrer um excessivo aquecimento
da região tratada resultando em lesões térmicas indesejáveis.
No modo pulsado, o feixe de luz é transmitido de forma não
contínua, produzindo uma seqüência de flashs
separados por curtíssimos intervalos de tempo. Nessa forma de uso
do laser, uma energia dezenas de vezes maior que a utilizada na forma
contínua pode ser aplicada. Paradoxalmente não ocorre lesão
térmica porque a elevada energia transmitida por esse pulso provoca
ablação instantânea do tecido. A ablação
instantânea remove os restos de tecido antes que eles possam transmitir,
por condução térmica, o calor aos tecidos vizinhos
(1).
O LASER HOLMIUM:YAG
O
laser Holmium:YAG (Ho:YAG) representa o mais recente avanço em
litotripsia intracorpórea. Em 1992, Johnson constatou pela primeira
vez a eficácia do laser Holmium:YAG na fragmentação
de cálculos de diferentes tamanhos e composições
(2). O laser Ho: YAG (Holmium:Ytrium Aluminum Garnet) é um laser
com comprimento de onda de 2100 nanômetros (nm). O laser Ho: YAG
opera em modo pulsado. Funciona com duração de pulso longa,
de 350 a 700 microsegundos (ms). Ele pode fornecer energias de pulso variando
entre 0.2 a 3 Joules (J) e freqüências entre 5 a 20 Hertz (Hz).
É fortemente absorvido pela água, tornando-o efetivo e seguro
para a realização de ablação na grande maioria
dos tecidos com mínima lesão térmica causada aos
tecidos vizinhos. Pode ainda ser efetivamente utilizado em ambientes submersos
por qualquer tipo de líquido incluindo a urina. O laser Ho: YAG
é efetivo para todos os tipos de cálculo, incluindo-se os
cálculos de cistina, bruchita e de oxalato de cálcio mono-hidratado.
O Mecanismo
Fototérmico de Litotripsia do Laser Ho: YAG
A fragmentação de cálculos
pelo laser Ho: YAG se dá de forma semelhante a uma perfuração
por broca. Os cálculos são reduzidos a poeira fina,
areia e pequenos fragmentos (3). Através do uso de fotografia de
alta velocidade e medida de pressão acústica junto ao cálculo
durante a litotripsia, foi demonstrado que o laser Ho: YAG é altamente
absorvido pela água e também por todos os materiais constituintes
dos cálculos, sem exceção (4). Por causa de sua alta
absorção pela água, imediatamente após a sua
emissão, o feixe de laser vaporiza a mesma, produzindo uma pequena
bolha de cavitação (Figura-1). Esse mesmo vapor e a longa
duração do pulso desse laser dão origem a um segundo
fenômeno, conhecido como Efeito Moses (5). O vapor dágua
absorve 10.000 vezes menos a energia do laser Ho: YAG do que a água
em estado líquido. Como a energia do laser em meio ao vapor não
é prontamente absorvida, o feixe de luz avança formando
um canal de vapor que serve de meio de condução
ao laser até sua chegada à superfície do cálculo.
A energia assim conduzida e o vapor gerado ao redor do feixe dão
um aspecto alongado e assimétrico à bolha de cavitação.
A expansão e subseqüente colapso dessa bolha resulta em uma
onda de choque acústica de baixa intensidade que não é
suficiente para produzir a fragmentação ou mesmo provocar
a migração do cálculo. Através da fotografia
de alta velocidade também se verificou que a litotripsia ocorre
já com 60 ms, muito antes do colapso da bolha de cavitação.
A exposição do cálculo à energia do laser
Ho: YAG é tanto maior quanto menor é a distância da
ponta da fibra à superfície do cálculo. Por esse
motivo, a litotripsia com laser Ho: YAG é realizada posicionando-se
a fibra em contato (laser de contato) com a superfície
do cálculo (5). Demonstrou-se uma perda de massa significativamente
maior nos cálculos (de todas as composições) submetidos
à litotripsia em condições normais de temperatura
do que em cálculos congelados submetidos à litotripsia.
Também se verificou maior perda de massa em cálculos submetidos
à litotripsia na presença de ar do que em cálculos
submetidos à litotripsia em meio líquido (resfriados pela
irrigação). Os produtos recuperados de cada cálculo
após a litotripsia, em todos os casos, corresponderam a produtos
de degradação térmica dos materiais inicialmente
constituintes do cálculo.

Foi ainda demonstrado que, em geral, o efeito
de vaporização do cálculo dado pelo laser Ho: YAG
é tanto maior quanto mais baixa é a temperatura de fusão
dos materiais constituintes desse cálculo (6).
Devido ao mecanismo de ação
fototérmico do laser Ho: YAG o problema da retropulsão durante
a litotripsia não ocorre. Foi demonstrado em estudo experimental
que a retropulsão do cálculo pelo uso do laser Ho: YAG só
ocorre quando são utilizadas baixas densidades de energia (baixos
níveis de energia de pulso em associação com fibras
de maior diâmetro). Essa situação não se reproduz
na prática uma vez que nessas condições a litotripsia
com o laser Ho: YAG não ocorre (7).
Fibras
de Quartzo, Níveis de Energia e Freqüência de Pulso
Comprimentos curtos de onda, compondo o
espectro de luz visível e próximo ao infravermelho (de 300
a 2100 nm) permitem ao laser ser transmitido através de fibras.
As fibras utilizadas em associação com o laser Ho: YAG são
fibras de quartzo de baixo teor de água especialmente revestidas,
para evitar a absorção da energia do laser pela água.
A seleção apropriada da fibra,
nível de energia e freqüência do pulso otimizam o resultado
da litotripsia e minimizam despesas com material. Fibras de menor diâmetro,
de 200 ou 365 micrômetros (mm), em combinação com
ureteroscópios semi-rígidos e flexíveis devem ser
usados no tratamento de cálculos do trato urinário alto.
As fibras de 365 mm devem ser usadas no
tratamento dos cálculos ureterais onde mínimas deflexões
do ureteroscópio são necessárias para a litotripsia
nessas condições. Como as fibras de 200 mm são mais
caras, seu uso deve ser reservado para a fragmentação do
cálculo intra-renal, especialmente para o cálculo de cálice
inferior, onde se requer a máxima deflexão do ureteroscópio
flexível. As energias ideais para as fibras pequenas (200 e 365
mm) são sempre inferiores a 1.0 J com freqüência variando
de 5 a 10 Hz (8).
As fibras maiores (550 e 1000 mm) podem
ser usadas no tratamento de cálculos renais (por via percutânea)
ou vesicais, onde não há necessidade de grandes deflexões
das mesmas. A fibra de 550 mm deve ser a preferida nessas condições
por ser comparável em eficácia à fibra de 1000 mm
e por ser mais barata. A energia empregada pode ser de até 2.0
J com freqüências de até 15 Hz sem ocorrência
de dano à fibra. Deve-se notar que durante o emprego de altas freqüências
a visibilidade do procedimento pode ser afetada.
A emissão do laser na extremidade
distal da fibra pode se dar lateralmente (side firing) ou
em continuação ao eixo longitudinal da fibra (end
firing). O ângulo de incidência do feixe de laser Ho:
YAG sobre a superfície do cálculo interfere na eficiência
da litotripsia (Figura-2). Foi verificado que o uso de fibras side
firing produz velocidade de fragmentação maior do
que as fibras end firing para tratamento de cálculos
renais por via percutânea e para tratamento de cálculos vesicais
por via transuretral (9 e 10). Essa constatação prática
deriva do comportamento do laser Ho: YAG expresso pela fórmula
E = F cos (a) / pr2, onde E representa a exposição
do cálculo à energia do laser (medida em Joules / cm2),
F representa a energia do pulso do laser (medida em Joules),
a é o ângulo de incidência do feixe de
laser em relação à superfície do cálculo
e r representa o raio da área de contato gerada pelo
feixe de laser sobre a superfície do cálculo. Disso resulta
que para um ângulo a igual a 0º (incidência do feixe
normal à superfície do cálculo) obtém-se efeito
de fragmentação máxima (cos 0° = 1) e para um
ângulo de 60º, obtém-se uma perda de efeito de fragmentação
de 50% (cos 60° = 1/2) quando comparado à condição
anterior (Figura-2). Foi observado que no tratamento de cálculos
vesicais, a fibra end firing tende a orientar o feixe de forma
a atingir mais tangencialmente a superfície do cálculo.
Na via retrógrada e para o reduzido espaço intra-renal isso
também ocorre. Com base nessas observações demonstrou-se
clinicamente que o uso de uma fibra do tipo side firing de
70º oferece maior liberdade e controle no posicionamento do feixe
em incidência mais normal à superfície do cálculo
levando a velocidades de fragmentação significativamente
maiores (10).

O Uso
de Guias Durante a Litotripsia com o Laser Ho:YAG
Nenhum guia é imune a ação
do laser Ho: YAG quando ocorre contato do feixe de laser com o mesmo.
A integridade do guia deve ser sempre observada evitando-se o abandono
de fragmentos do mesmo no interior do sistema coletor após a conclusão
do procedimento. Em geral, a energia requerida para induzir um defeito
ou corte ao guia é superior àquela necessária para
a realização da litotripsia (quando se observa a distância
mínima de 1 mm entre a fibra e o guia). Guias revestidos de PTFE
ou outros materiais parecem não oferecer maior proteção
aos efeitos do laser (11).
Questões
de Segurança
Para evitar-se lesões às paredes
do urotélio, dois cuidados básicos devem ser tomados: o
posicionamento acurado da fibra e um campo de visão livre (12).
Por causa do efeito de broca do laser, muito cuidado deve
ser tomado para que não ocorra a transfixação do
cálculo pela fibra com lesão de estruturas localizadas posteriormente
ao mesmo (3). A fibra também deve ser mantida 5 mm à frente
da ótica do aparelho para evitar danos à lente do mesmo.
A distância de 1 mm da mucosa já é suficiente para
evitar a ocorrência de lesões à mesma (4). A luz do
laser Ho: YAG apresenta afinidade por cromóforos presentes na córnea
e retina do olho humano que suscitam a necessidade do emprego de óculos
de proteção. Os óculos de proteção
do laser de Ho: YAG filtram simultaneamente comprimentos de onda inferiores
a 310 nm e superiores a 825 nm (abaixo e acima do espectro de cores visível
ao olho humano). Dessa forma, os óculos de proteção
do laser de Ho: YAG não interferem na percepção das
cores pelo cirurgião (13).
Outra questão de segurança
envolvendo o laser Ho: YAG diz respeito ao tratamento dos cálculos
de ácido úrico. Sabe-se que o cianeto pode ser produzido
a partir do aquecimento de ácido úrico. Estudando-se experimentalmente
a litotripsia do cálculo de ácido úrico pelo laser
Ho: YAG foi demonstrada a produção, entre outras substâncias,
de cianeto e de ácido cianúrico (5,14). A dose letal de
cianeto por via oral é de 50 mg. Para obter-se essa quantidade
a partir do aquecimento de ácido úrico seria necessário
empregar mais de 100 KJ de energia com um laser de Ho: YAG, circunstância
que provavelmente não se verifica na prática. Mesmo assim,
é recomendado ter em mente a possibilidade dessa complicação
durante o tratamento de cálculos de ácido úrico mantendo-se
os devidos cuidados em relação ao paciente, pessoal médico
e recursos de tratamento frente a uma eventual intoxicação
por cianeto.
Complicações
pelo Emprego do Laser Ho: YAG
Complicações com o uso do
laser Ho:YAG tem sido poucas e principalmente devidas ao uso inapropriado
do ureteroscópio, dilatadores e guias ou a incapacidade de acessar
o cálice inferior através da ureteroscopia flexível
(3,15-17).
Litotripsia
Intracorpórea com Laser Ho:YAG - Resultados Clínicos
Foi demonstrado que a litotripsia com laser
Ho:YAG resulta em fragmentos menores que aqueles obtidos com o uso dos
litotritores balístico, eletrohidráulico ou laser pulsed
dye, não importando o tamanho ou a composição
do cálculo (9).
Os resultados de litotripsia com o laser
Ho:YAG para cálculos ureterais são excelentes sendo que
alguns autores chegam a apontá-lo como tratamento de primeira escolha
para os cálculos de ureter distal. Quando considerado o tratamento
de cálculos de qualquer localização, tamanho ou composição,
as taxas de sucesso superam os 90% (3). Os casos não resolvidos,
em geral, são devidos a problemas não relacionados ao laser,
mas antes relacionados à localização do cálculo
ou a dificuldade em acessá-lo (estenose ureteral e alterações
anatômicas).
Na via retrógrada, a ureteroscopia
associada ao uso da fibra de 200 mm demonstrou ter enorme utilidade e
eficácia (3,18).
Utilizando-se exclusivamente ureteroscópio
flexível e laser Ho:YAG por via retrógrada em 303 pacientes,
obteve-se sucesso no tratamento de 97% dos casos de cálculo ureteral
e de 79% dos casos de cálculo intra-renal. Quando o tratamento
do cálculo de trato urinário superior foi realizado em 2
tempos cirúrgicos, a taxa de sucesso aumentou para 91% (17).
Quando considerada a aplicação
do laser Ho:YAG ao tratamento de cálculos urinários em geral
(por via retrógrada ou anterógrada) os resultados demonstraram
ser altamente satisfatórios. Numa série de 210 pacientes,
foram tratados cálculos de todos os tipos de composição.
De 109 cálculos ureterais, 106 foram tratados por via retrógrada
com sucesso em 97% dos casos após um único procedimento.
De 113 cálculos renais, 99 foram tratados por via retrógrada
e destes, 79 (80%) foram tratados em uma única sessão. A
combinação com a ureteroscópia flexível (com
deflexão ativa) permitiu o tratamento de 38 cálculos de
cálice inferior (de um total de 45 casos) resultando em taxa de
sucesso de 84%. O sucesso para tratamento de cálculos intra-renais
independentemente de seu tamanho, formato ou posição, foi
de 90%. Todos os 28 pacientes com cálculos vesicais foram tratados
com um único procedimento (19).
Em outra série de 160 pacientes (127
com cálculo ureteral, 18 com cálculo renal e 15 com cálculo
de bexiga) resultados semelhantes foram alcançados. Dos 18 pacientes
com cálculo renal, 16 foram abordados por via percutânea,
sendo que 5 destes (com cálculos de tamanho médio de 3.5
cm) resultaram livres de cálculo após um único procedimento.
Os 2 restantes foram tratados por via retrógrada (um cálculo
de JUP e um de cálice inferior) também em uma única
sessão. Nos 127 pacientes com cálculo ureteral, uma taxa
de sucesso de (97%) foi obtida. Todos os 15 pacientes com cálculos
vesicais foram tratados em uma única sessão. O autor termina
concluindo que o laser Ho:YAG é eficiente, seguro e versátil
(12).
CONSIDERAÇÕES
FINAIS
O
desenvolvimento da endourologia abriu espaço à utilização
do laser. O laser Ho: YAG veio ocupar esse espaço facultando ao
urologista o seu emprego no tratamento de afecções cutâneas,
estenoses, tumores uroteliais, HPB e litíase urinária. Duas
restrições podem ser feitas ao uso do laser Ho:YAG. A primeira,
relativa ao custo do equipamento. Se considerado esse equipamento para
fins exclusivos de litotripsia, ele pode não se mostrar atraente
do ponto de vista de investimento (10). A segunda restrição
ao laser holmium:YAG consiste na verificação prática
de uma menor velocidade de litotripsia desse equipamento quando comparado
aos outros métodos disponíveis. Essa segunda restrição
vem sendo superada através da correta utilização
das diferentes fibras, bem como do correto ajuste do nível de energia
e freqüência de pulso a serem utilizados em cada diferente
procedimento.
Do ponto de vista do paciente, o uso do
laser Ho:YAG faculta ao urologista o tratamento de casos clínicos
complicados onde a anestesia geral e o sangramento precisam ser evitados.
De todos os laseres utilizados em litotripsia, o laser Ho: YAG apresenta
as melhores características e resultados.
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Received: July 17, 2000
Accepted after revision: October 31, 2000
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Correspondence address:
Dr. Tennyson René Silva
Rua Dr. Martinico Prado, 361/74
São Paulo, SP, 01224-010, Brazil
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