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REPEATED PROSTATE
BIOPSIES IN MEN WHO PERSIST WITH CLINICAL SUSPICION OF PROSTATE CANCER
EDUARDO P. RIBEIRO,
ROGÉRIO P. MORITZ
Division
of Urology, School of Medicine, Federal University of Santa Catarina,
and Ultralitho Medical Center, Florianópolis, SC, Brazil
ABSTRACT
Purpose:
The indications for repeating biopsy in patients with suspected prostate
cancer and first negative biopsy are not defined. The aim of this study
was to evaluate the prevalence of prostate cancer among men who underwent
repeated biopsy, and to identify criteria that allow greater precision
in subsequent biopsies indications.
Materials and Methods: A total of 112 patients
who underwent one or more transrectal sextant biopsies from March/94 to
July/99 were evaluated. The indications for repeating biopsy were one
or more of the following findings: elevated PSA (4 to 9.9 ng/ml and PSA
density ³ 0.15 ng/ml/cm3, or ³ 10 ng/ml), suspicious digital
rectal examination or transrectal ultrasonography, suspicious or unsatisfactory
previous biopsy, or the presence of prostatic intraepithelial neoplasia
(PIN).
Results: A total of 29 (25.9% of 112) patients
presented with prostate cancer on repeated biopsy. Nineteen patients (17%
of 112) were diagnosed on the second biopsy, and 10 patients (41.6% of
24) on the third. All positive cases presented either with a PSA of 4
to 9.9 ng/ml and PSA density ³ 0.15 ng/ml/cm3 or a PSA ³ 10ng/ml.
The PSA was ³ 10 ng/ml in 9 (90%) of 10 tumors diagnosed by the third
biopsy. Prostate cancer was present in 4 (40%) of 10 patients with suspicious
findings on previous biopsies and in 2 (20%) of 10 with high grade PIN.
Conclusions: Over 25% of men with suspected
prostate cancer and a first negative biopsy are found to be positive in
subsequent biopsies. At least two sets of biopsies should be carried out
to exclude cancer in this group of patients. A third set is indicated
in men with PSA ³ 10 ng/ml and may not be necessary in those with
PSA < 4 ng/ml or PSA of 4.0 to 9.9 ng/ml with density < 0.15 ng/ml/cm3.
Key words:
prostate; prostatic neoplasms; biopsy; prostate-specific antigen
Braz J Urol, 26: 602-608, 2000
INTRODUÇÃO
A
biópsia prostática trans-retal (BPTR), guiada pela ultra-sonografia
trans-retal (USTR), é o melhor exame diagnóstico em indivíduos
com suspeita clínica de câncer de próstata (CaP),
embora ainda apresente um número razoável de falso negativos.
Mesmo quando utilizados todos os testes hoje disponíveis para o
rastreamento do CaP, a positividade da BPTR varia entre 20 e 40% (1).
Em outras palavras, na maioria dos pacientes não se detecta malignidade.
Nestes casos, situações benignas, que se confundem com o
CaP durante o rastreamento, devem ser inicialmente investigadas. Mesmo
assim, em muitos destes pacientes, a suspeita clínica do CaP não
pode ser totalmente afastada, e uma nova biópsia acaba sendo indicada
(2).
Como existem evidências bastante convincentes
de que a neoplasia intra-epitelial da próstata (PIN) de alto grau
seja uma lesão pré-maligna, estes pacientes devem ser acompanhados
mais de perto, com dosagem do PSA a intervalos menores, e se necessário,
com a repetição da BPTR (3).
A rebiópsia pode ainda ser indicada
quando o laudo histopatológico inicial é inconclusivo. Isto
ocorre quando existem áreas de atipia suspeitas, ou quando a amostra
coletada é inadequada (4,5).
A persistência da suspeita clínica
do CaP em pacientes com biópsia prévia negativa permanece
um desafio nos dias atuais. Não se sabe ao certo quantas vezes
e após quanto tempo estas biópsias devem ser repetidas.
Além disso, por ser um procedimento invasivo, desconfortável,
sujeito a complicações, e de alto custo, a BPTR não
pode ser realizada de forma indiscriminada. Também não estão
ainda totalmente definidos quais os valores preditivos para o CaP na rebiópsia
dos exames utilizados no rastreamento da doença e da biópsia
inicial inconclusiva ou com PIN (4,6-8).
No presente estudo, procurou-se determinar
a prevalência do CaP em pacientes submetidos a rebiópsias
prostáticas por permanecerem com suspeita clínica após
uma biópsia inicial negativa. Da mesma forma, pretendeu-se identificar
critérios para a indicação de biópsias prostáticas
repetidas.
MATERIAL E MÉTODOS
Este
é um estudo retrospectivo não controlado, realizado a partir
da revisão de prontuários médicos. Foram incluídos
todos os pacientes, atendidos entre março de 1994 e julho de 1999,
que realizaram uma ou mais rebiópsias de próstata em função
da persistência da suspeita clínica de CaP após uma
biópsia prévia negativa.
Foram identificados 112 pacientes, com idade
média de 69.4 anos (55 85). Destes, 88 (78.6%), 19 (17.0%),
3 (2.6%) e 2 (1.8%) realizaram respectivamente, duas, 3, 4 e 5 biópsias
prostáticas, em um total de 143 rebiópsias.
As indicações para a realização
destas rebiópsias foram relacionadas tanto à suspeita clínica,
através do toque retal (TR), antígeno prostático
específico (PSA), e USTR, quanto ao laudo histopatológico
das biópsias prévias, através da presença
de PIN ou biópsia prévia inconclusiva (suspeita ou inadequada),
sendo que alguns pacientes apresentavam duas ou mais indicações
associadas.
Dados referentes à idade, ao TR,
à USTR, à dosagem sérica do PSA e suas derivações
densidade do PSA (dPSA), velocidade do PSA (vPSA) e relação
PSA livre/total (PSAl/t) e ao diagnóstico histopatológico
de cada biópsia foram coletados.
O PSA foi dosado em todos os pacientes.
A fração do PSA sérico livre foi dosada em apenas
38 (33.9%) pacientes, sem que houvesse um critério padronizado
para a sua indicação. Por este motivo, o índice PSAl/t
foi excluído da análise dos resultados. A vPSA foi determinada
somente para os pacientes com intervalo entre a biópsia inicial
e final maior ou igual a 6 meses. A dPSA foi calculada para todos os pacientes
com PSA entre 4 e 9.9 ng/ml, medindo-se o volume prostático através
da USTR. Os pontos de corte utilizados para a análise da dPSA e
vPSA foram de, respectivamente, 0.15 ng/ml/cm3 e 0.75 ng/ml/ano. O PSA
indicou biópsia quando entre 4 e 9.9 ng/ml e dPSA ³ 0.15 ng/ml/cm3,
ou quando ³ 10 ng/ml independente da dPSA. A USTR indicou biópsia
quando detectou área hipoecóica na zona periférica.
Todos os exames ultra-sonográficos e biópsias prostáticas
foram realizados de forma padronizada por um único urologista.
A biópsia foi guiada pelo USTR e os fragmentos prostáticos
retirados em sextante. Nas áreas consideradas suspeitas ao TR ou
à USTR, ou com achado histopatológico prévio inconclusivo,
indicou-se a retirada de 3 fragmentos adicionais.
O intervalo mediano entre as BPTR foi de
7.5 meses (variação 1 - 59), variando conforme a suspeita
da doença e a ansiedade do paciente.
Os pacientes foram divididos em 3 grupos,
de acordo com o número de biópsias realizadas (duas, 3,
4 ou mais). Estes foram analisados comparativamente em relação
à porcentagem de biópsias positivas, ao intervalo entre
as duas últimas biópsias, e ao número de fragmentos
coletados pela última biópsia.
Os exames TR, USTR, PSA, vPSA e dPSA foram
relacionados aos achados positivos ou negativos das últimas biópsias,
e os valores de sensibilidade, especificidade, e valor preditivo positivo
(VPP) para estes exames foram calculados. Da mesma forma, pacientes com
biópsias prévias inconclusivas ou com PIN de baixo e alto
graus foram avaliados quanto ao resultado das últimas biópsias.
A análise estatística foi
executada no programa Epi info 6.0â. O teste t de student foi empregado
para a análise das variáveis contínuas uniformemente
distribuídas, o teste Mann-Whitney para variáveis contínuas
não uniformemente distribuídas e o teste de qui-quadrado
para comparações categóricas.
Os dados referentes a bibliografia utilizada
foram armazenados em um banco de dados do programa de computador Endnote
3.0â.
RESULTADOS
Dos
112 pacientes estudados, 29 (25.9%) apresentaram CaP (Tabela-1). A positividade
para o CaP de 41.6% (10 de 24) na terceira biópsia foi estatisticamente
maior que na segunda, de 17% (19 de 112) (p < 0.0005). Nenhum caso
de câncer foi detectado pela quarta ou quinta biópsia. Não
houve diferença significativa com relação ao intervalo
entre as duas últimas biópsias (p = 0.81), e ao número
de fragmentos coletados por biópsia (p = 0.50) entre as segundas
e terceiras biópsias. Também não houve diferença
entre a média dos valores de PSA que antecederam a estas biópsia,
iguais a 13.5 ± 10.4 e 14.7 ± 8.8 ng/ml, respectivamente
(p = 0.52).

O tempo de seguimento médio decorrido
entre a primeira e última biópsia para os homens com e sem
CaP na rebiópsia foi igual a 17.2 ± 12.6 e 14.6 ±
14.4 meses (p = 0.38). A idade média dos pacientes com CaP na rebiópsia
foi maior que a dos pacientes sem CaP (71.6 ± 5.9 e 68.7 ±
6.2 anos; p = 0.03).
Os resultados da segunda e terceira biópsia,
representados na Tabela-2, foram divididos de acordo com os valores de
PSA. Pacientes com PSA < 4 ng/ml não apresentaram CaP. Em 13
(68.4%) dos 19 casos positivos na segunda biópsia e em 9 (90%)
dos 10 casos na terceira o PSA foi ³ 10 ng/ml.

A Tabela-3 apresenta os resultados obtidos
pelos exames para detecção do CaP. O PSA foi considerado
alterado quando entre 4 e 9.9 ng/ml e dPSA ³ 0.15 ng/ml/cm3 ou quando
³ 10 ng/ml. Todos os pacientes com CaP apresentaram PSA alterado,
sendo que este foi o indicador mais sensível (100%). O TR foi o
exame que apresentou o menor número de falso positivos, sendo o
indicador isolado mais específico (80.7%). A combinação
PSA + TR alterados formou o indicador com o maior valor preditivo positivo
(53.3%) e a maior especificidade (91.6%), às custas de uma baixa
sensibilidade (27.9%). Todos os pacientes com CaP e PSA entre 4 e 9.9
ng/ml apresentaram dPSA ³ 0.15 ng/ml/cm3.

A Tabela-4 relaciona os resultados histopatológicos
das biópsias prévias com da biópsia final. O CaP
foi detectado em 1 (16.6%) dos 6 pacientes com PIN de baixo grau e em
2 (20%) dos 10 pacientes com PIN de alto grau. A biópsia prévia
foi inadequada em 15 pacientes, dos quais 5 (25%) apresentaram CaP, e
suspeita em 10 pacientes, dos quais 4 (40.0%) apresentaram resultado positivo.

DISCUSSÃO
Ainda
não existe um consenso na conduta dos pacientes com suspeita clínica
de CaP após uma biópsia inicial negativa.
A biópsia guiada pelo USTR, realizada
de forma aleatória, em sextante e em áreas suspeitas, caso
existam, foi durante vários anos o método de escolha para
o diagnóstico histopatológico. O alto índice de falsos
negativos ligados a esta técnica interessou alguns pesquisadores
a buscarem métodos mais eficazes que apresentassem poucas complicações.
Levine et al. (9), ao realizar duas biópsias em sextante consecutivas,
em uma única visita, detectaram 30% de casos adicionais. Desta
forma, pode comprovar que os casos de CaP descritos por estudos de rebiópsias,
como o presente, representam na verdade falso negativos. Eskew et al.
(10) introduziram a biópsia prostática em 5 regiões,
na qual fragmentos adicionais aos em sextante foram retirados das extremidades
laterais e da porção central da glândula. Com esta
nova técnica, aumentou em 35% o número de casos detectados,
todos fora da área habitualmente biopsiada pela técnica
em sextante, sem aumento nas complicações. Esta técnica,
facilmente reproduzível, é válida sobretudo para
as rebiópsias, quando a primeira biópsia em sextante foi
negativa. Aplicada à primeira biópsia, talvez contribua
para a diminuição do número de biópsias repetidas.
Em aproximadamente 20% dos casos, o CaP
pode aparecer na zona de transição (11). A biópsia
de rotina desta zona prostática é ainda um assunto controverso,
principalmente nos casos em que há aumento persistente do PSA não
explicado por biópsia prévia, possivelmente relacionado
a tumores localizados nesta região (12).
No presente estudo, apenas a zona periférica
foi biopsiada, pelo método em sextante, com fragmentos adicionais
em áreas suspeitas.
Em diversos estudos, a prevalência
geral do CaP nas rebiópsias variou entre 20 e 40% (2,5,6,13-15).
Já os índices de positividade da terceira biópsia,
quando analisada isoladamente, variaram entre 8 e 26% (2,5,13). Keeth
et al. (2) realizaram um estudo no qual 1136 pacientes submeteram-se a
uma ou mais biópsias prostáticas por apresentarem PSA entre
4 e 9.9 ng/ml, caso TR e/ou USTR estivessem alterados, ou PSA ³ 10
ng/ml, independente de outros achados. Estes pacientes, parte de um estudo
longitudinal de screening do CaP, foram desta forma rebiopsiados sistematicamente
a cada 6 meses. Enquanto 34% apresentaram CaP já na primeira biópsia,
427 (37.6%) pacientes foram rebiopsiados. Destes, 82 de 427 (19%) tinham
CaP na segunda biópsia, 16 de 203 (8%) na terceira e 6 de 91 (7%)
após quatro ou mais biópsias, resultando em um índice
de positividade geral das rebiópsias de 24.4%. Este autor conclui
que pacientes que mantém suspeita clínica de CaP deveriam
realizar pelo menos duas biópsias prostáticas, e que uma
terceira biópsia deve ser considerada para os pacientes com PSA
³ 10 ng/ml ou TR alterado.
O Serviço onde o presente estudo
foi desenvolvido apresenta um índice de positividade de 39% entre
as biópsias iniciais (16). A prevalência geral de CaP em
pacientes submetidos à rebiópsias prostáticas por
permanecerem com suspeita clínica da doença foi de 25.9%
(29 de 112). A positividade na segunda biópsia foi de 17% (19 de
112) e na terceira foi de 41.6% (10 de 24). Este último índice
é superior aos de outros estudos da literatura, sendo possível
verificar que houve uma seleção de pacientes com alta suspeita
clínica entre os que se submeteram à terceira biópsia.
De fato, a proporção de pacientes com PSA ³ 10 ng/ml
que foram à segunda biópsia (52.7%) foi menor do que a taxa
dos que foram à terceira (70.8%). Dentre estes últimos,
encontraram-se 9 (90%) dos 10 tumores detectados na terceira biópsia.
Estes resultados confirmam que pacientes que permanecem com suspeita clínica
de CaP após uma biópsia inicial negativa devem realizar
pelo menos duas biópsias prostáticas, e que uma terceira
biópsia deve ser considerada principalmente no grupo de pacientes
com PSA ³ 10 ng/ml. Vários autores concordam que, na presença
de suspeita clínica mantida, pelo menos uma rebiópsia deve
ser realizada (5,6,13,14).
Apenas 5 (4.5%) dos 112 pacientes submeteram-se
a 4 ou mais rebiópsias, todos por PSA alterado, sendo que em nenhum
deste foi encontrada doença maligna. Este dado sugere que após
três biópsias negativas, a chance de detecção
de CaP diminui, embora o número baixo de pacientes não permita
uma conclusão definitiva.
Vários estudos visando reduzir o
número de biópsias prostáticas repetidas foram realizados
nos últimos anos, envolvendo o TR e o PSA e suas derivações.
Fleshner et al. (6) definiram um subgrupo entre pacientes rebiopsiados
que consideraram ser o de mais baixo risco para o CaP, por apresentarem
as seguintes características: PSA < 10 ng/ml, dPSA < 0.15
ng/ml/cm3, vPSA < 0.75 ng/ml/ano, ausência de PIN ou atipia em
biópsia prévia, USG e TR negativos e ausência de história
familiar. Entre 21 pacientes, 5 (23.8%) apresentaram CaP em uma biópsia
subseqüente. Estes dados sugerem que, através dos exames disponíveis
atualmente, ainda não é possível identificar um subgrupo
de pacientes com baixo risco que possa ser poupado da repetição
da biópsia prostática. Catalona et al. (17) realizaram BPTR
em 332 homens com PSA entre 2.5 e 4 ng/ml, entre os quais obteve um índice
de positividade de 22%, demonstrando que nem os pacientes com PSA <
4 ng/ml estão livres de apresentarem a doença. Keetch et
al. (8) estudando a dPSA em pacientes com biópsia prévia
negativa e PSA entre 4 e 9.9 ng/ml, concluíram que uma proporção
significativa de tumores deixariam de ser diagnosticados caso pacientes
neste grupo e dPSA < 0.15 ng/ml/cm3 fossem poupados de biópsia.
Em recente estudo realizado por Fowler et al. (15) a relação
PSA livre/total (PSAl/t) apresentaram o maior valor preditivo positivo
para o CaP em rebiópsias. Djavan et al. (18), com um ponto de corte
de 30% para o PSAl/t, detectaram 90% dos cânceres (sensibilidade)
e eliminou 50% das biópsias repetidas (especificidade).
Todos os casos positivos do presente estudo
apresentavam PSA alterado (entre 4 e 9.9 ng/ml e dPSA ³ 0.15 ng/ml/cm3
ou ³ 10 ng/ml), o que demonstra a grande sensibilidade deste índice
na detecção do CaP em rebiópsias. Além disso,
sugere que os 4 pacientes com PSA < 4 ng/ml e TR alterado, e os 27
com PSA entre 4 e 9.9 ng/ml e dPSA < 0.15 ng/ml/cm3 poderiam ter sido
poupados da repetição da biópsia.
Entre os resultados histopatológicos
do presente estudo, a biópsia prévia suspeita apresentou
valor preditivo positivo de 40% (4 de 10), confirmando a estreita relação
deste achado com o CaP nas rebiópsias, embora a amostra seja pequena
(4,5). Em estudo recente, Iczkowski et al. (4) encontraram câncer
em 42% dos pacientes com proliferação acinar pequena atípica
(ASAP) em biópsias prévias. Curiosamente, não houve
associação entre PIN de alto grau e o CaP nas rebiópsias
analisadas. Em apenas 2 (20%) dos 10 casos com esta alteração
na biópsia inicial foi encontrado CaP nas rebiópsias. Estes
resultado é similar ao encontrado por Fowler et al. (15), porém
difere de uma série de estudos que apontam o PIN de alto grau como
lesão pré-neoplásica com forte associação
com o CaP (3,14).
CONCLUSÕES
Aproximadamente
25% dos homens com suspeita clínica para o CaP e biópsia
prévia negativa apresentam câncer em biópsias subseqüentes.
Pelo menos duas biópsias devem ser realizadas nestes pacientes.
Uma terceira deve ser conduzida nos homens com PSA ³ 10 ng/ml, sendo
desnecessária nos que apresentam PSA < 4 ng/ml ou PSA entre
4 e 9.9 ng/ml e dPSA < 0.15 ng/ml/cm3. Pacientes com biópsia
prévia suspeita têm 40% de chance de portarem câncer,
e devem, portanto ser rebiopsiados.
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______________________
Received: August 25, 2000
Accepted after revision: October 23, 2000
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Correspondence address:
Dr. Eduardo Porto Ribeiro
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