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IDENTIFICATION
OF GLYCOSAMINOGLYCANS IN THE
HUMAN MALE URETHRA
E. ALEXSANDRO DA
SILVA, FRANCISCO J.B. SAMPAIO, LUIZ E.M. CARDOSO
Urogenital
Research Unit, Biomedical Center, UERJ, Rio de Janeiro, RJ, Brazil
ABSTRACT
Purpose:
Glycosaminoglycans (GAGs) are components of the extracellular matrix and
play key roles in the normal physiology and pathology of several tissues.
There is no data, however, on GAG composition in the human urethra. Here
we aimed at establishing the composition of GAGs in the urethra of young
men.
Material and Methods: Male urethra samples
were obtained from 7 fresh, macroscopically normal cadavers aged 16 to
38 years (mean age: 26 years). The urethra was divided into segments (glanular,
penile, bulbous and membranous), which were then analyzed separately.
GAGs in delipidated, dry tissue samples were extracted by papain digestion
and cetylpyridinium chloride/ethanol precipitation. The concentration
of total GAG was assessed by a hexuronic acid assay and expressed as mg
hexuronic acid per mg dry tissue, while the proportions of sulfated GAGs
were determined by agarose gel eletrophoresis.
Results: Total GAG concentration was significantly
heterogeneous (p < 0.02) along the male urethra, and the mean values
for the glanular, penile, bulbous and membranous segments were 2.406 ±
0.5627, 2.029 ± 0.6273, 1.272 ± 0.5008 and 1.707 ±
0.3021, respectively. The mean total GAG concentration is different (p
< 0.05) between the bulbous and either the glanular or penile segments.
The most predominant sulfated GAG in the male urethra is dermatan sulfate
followed by chondroitin sulfate and heparan sulfate (HS). The HS relative
concentration varied among urethral segments (p < 0.01) and was highest
(13.8% of total sulfated GAGs) in the bulbous portion.
Conclusion: The concentration and composition
of GAGs varies significantly along the human male urethra. This heterogeneity
implies functional adaptations in the various segments and may affect
the incidence and localization of urethral diseases.
Key words:
urethra, male, glycosaminoglycans, proteoglycans, extracellular matrix
Braz J Urol, 26: 426-432, 2000
INTRODUÇÃO
Glicosaminoglicanos
(GAGs) são heteropolissacarídeos complexos que possuem quantidades
diversas de grupamentos carboxila e sulfato. Os GAGs portanto têm
alta densidade de grupamentos aniônicos, e in vivo esses polissacarídeos
existem sob a forma de glicoconjugados denominados proteoglicanos, cuja
parte protéica contem quantidades variáveis de domínios
de adesão. Os proteoglicanos têm, dessa forma, grande capacidade
de interações específicas com o meio circundante,
e suas funções fisiológicas são basicamente
decorrentes dessa propriedade. Essas funções incluem principalmente:
1. retenção seletiva de íons e moléculas difusíveis;
2. organização estrutural da matriz extracelular; 3. regulação
da interação célula-matriz extracelular e célula-célula;
4. modulação do efeito das citocinas; 5. regulação
da atividade de proteases (1-3).
A
uretra masculina humana, sobretudo os segmentos que estão envolvidos
pelo corpo esponjoso, tem uma quantidade significativa de colágeno
(4). Em virtude da bem conhecida interação dos GAGs com
o colágeno e outros componentes da matriz extracelular (5), pode-se
inferir que eles têm participação importante nas propriedades
de complacência uretral, embora tal fato não tenha sido ainda
apropriadamente estudado. Em processos patológicos decorrentes
de falha de reparação da funcionalidade completa do tecido
lesado, isto provavelmente devido a um turnover inadequado do novo colágeno
depositado na matriz, ocorre uma alteração da complacência
uretral (6). A cicatrização é um fenômeno que
envolve principalmente a matriz extracelular e uma série de moléculas
(citocinas), algumas ainda não completamente elucidadas. A uretra,
por ser alvo de diversas formas de traumatismos e enfermidades inflamatórias,
é afetada por lesões decorrentes de um processo cicatricial
inadequado. Por se tratar de um órgão de condução
similar, mas não igual, a um tubo elástico, e sujeita a
grandes variações de pressão intraluminal, a implicação
clínica se faz evidente nas estenoses uretrais. As características
da complacência resultantes do processo de cicatrização
vão determinar a clínica do paciente e toda a repercussão
urodinâmica proximal à estenose.
Outra
aplicação importante da análise dos GAGs na uretra
masculina, diz respeito às anomalias congênitas. Nestas situações,
por inúmeros fatores, ocorre uma interação inadequada
epitélio-mesênquima durante a embriogênese. Sabe-se
que o ácido hialurônico, um GAG não-sulfatado, tem
valores aumentados nos tecidos em desenvolvimento e pode ter influência
na embriogênese e na cicatrização da uretra masculina
(7).
Devido
ao que foi comentado anteriormente, isso faz com que seja relevante o
estudo da determinação das estruturas normais da matriz
extracelular da uretra masculina humana, sendo os GAGs um componente que
ainda não foi investigado. No presente trabalho determinamos a
concentração e composição bioquímica
de GAGs em uretras masculinas humanas de adultos jovens.
MATERIAL E MÉTODOS
As
amostras foram extraídas de autópsias, após autorização
do Comitê Local de Ética Médica, de 7 pacientes com
idade variando entre 16 e 38 anos (idade média de 26 anos). Todos
os pacientes morreram de causa violenta e não apresentavam sinais
externos de enfermidade ou malformações congênitas.
A extração das amostras primeiramente consistiu na retirada
em bloco da bexiga, próstata e pênis, sendo necessário
a exérese de um pequeno fragmento de púbis, deixando intacta
a pele do pênis para preservar o aspecto genital externo. Nenhum
paciente tinha sido circuncisado previamente. O bloco foi congelado a
-20°C e 24-48 horas depois foi descongelado para dissecção.
O tempo aproximado decorrido entre a morte e o congelamento do bloco variou
entre 4 e 10 horas. A dissecção da uretra consistiu na separação
de todo corpo esponjoso, continuando com a uretra membranosa até
o ápice prostático. Foram retiradas todas as fáscias
aderentes de conjuntivo. As amostras de uretra foram divididas nos seguintes
segmentos para análise: glandar - incluiu toda a glande, limitada
pelo sulco coronal; peniana - de 1.5 cm do sulco coronal até 1.5
cm distal do ângulo mediano de inserção uretral do
músculo bulbo-esponjoso; bulbar - de 1.5 cm proximal do ângulo
mediano de inserção do músculo bulbo-esponjoso até
o início da uretra membranosa; membranosa - o segmento envolvido
pelo diafragma urogenital, seccionado no ápice prostático.
Em um caso não foi possível a extração da
uretra membranosa por dificuldade técnica. Os segmentos de uretra
foram lavados em soro fisiológico para eliminar o sangue do tecido
esponjoso e secreções intraluminares das glândulas
uretrais. As amostras foram então imediatamente fixadas em acetona
e clivadas em fragmentos de aproximadamente 3x3 mm. Depois foram delipidadas
por meio de duas trocas de clorofórmio:metanol (2:1, v/v), e secas
a 60°C.
A
extração de GAGs seguiu um protocolo previamente descrito
(8). Resumidamente, cerca de 35 a 155 mg de tecido delipidado e seco foram
incubadas em papaína bi-cristalizada (Sigma, St. Louis, USA) em
tampão acetato 100 mM, pH 5.0, contendo cisteína 5mM e EDTA
5 mM, por 24 horas a 60°C. Após centrifugação,
cloreto de cetilpiridínio (CPC) foi adicionado ao sobrenadante
para precipitar os GAGs. As amostras foram centrifugadas e o complexo
CPC-GAG no pellet foi dissociado com NaCl 2M. Os GAGs foram por fim precipitados
ao se adicionar 2 volumes de etanol absoluto às amostras, que foram
então mantidas a 4°C por 24 horas. Após uma série
de centrifugações e lavagens do pellet, obteve-se a preparação
final de GAGs totais, a qual foi utilizada nas análises subsequentes.
A
quantificação do total de GAGs foi feita por meio da dosagem
de ácido hexurônico, utilizando o método do carbazol
(9), no qual as amostras purificadas de GAG são primeiramente tratadas
com ácido sulfúrico a 100°C. A concentração
de GAG na uretra foi expressa em microgramas de ácido hexurônico
por miligrama de tecido delipidado e seco.
A
quantidade relativa dos GAGs sulfatados (condroitin sulfato, dermatan
sulfato e heparan sulfato) foi determinada por eletroforese em gel de
agarose a 0.5 % em tampão de 1,3-diaminopropano 50 mM, pH 9.0 (10).
Após corrida a 80 V, o gel foi fixado em brometo de N-Cetil-N,N,N-trimetilamônio
0.1%, e a proporção dos GAGs foi determinada por densitometria
das bandas seguida de integração dos picos usando o programa
Scion Image (Scion Corp, Maryland, USA). A identificação
das bandas na placa de agarose foi feita com base na comparação
com a migração de padrões de GAG comerciais (Sigma,
St. Louis, USA).
Para
avaliar a significância estatística dos dados obtidos foi
usado o teste de Kruskal-Wallis para a análise de variância
da concentração dos GAGs totais e dos sulfatados em toda
a uretra. Também foi usado o método GT2 (modificação
de Gabriel) para a comparação múltipla das médias
da concentração de GAGs totais e dos sulfatados em função
do segmento anatômico (11). Os dados são apresentados como
médias ± desvio padrão.
RESULTADOS
A
concentração de GAGs totais variou significativamente (p
< 0.02) entre as diversas regiões da uretra masculina humana
(Figura-1). O valor médio do total de GAGs, expresso em microgramas
de ácido hexurônico por miligrama de tecido seco, presente
nos segmentos de uretra glandar, peniana, bulbar e membranosa foram 2.406
± 0.5627, 2.029 ± 0.6273, 1.272 ± 0.5008, e 1.707
± 0.3021, respectivamente.
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Figura
1 - Concentração de glicosaminoglicanos totais na
uretra masculina humana de adultos jovens. A concentração
de GAG na uretra foi expressa em microgramas de ácido hexurônico
por miligrama de tecido delipidado e seco.
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O
segmento bulbar da uretra humana apresentou a média da concentração
de GAGs totais significativamente diferente (p < 0.05) das médias
obtidas pelos segmentos glandar e peniano (Tabela-1). Entre os demais
segmentos a diferença não foi estatisticamente significativa.

Os
GAGs sulfatados que predominam na uretra masculina humana de adultos jovens,
como evidenciados pela eletroforese em gel de agarose, são o dermatan
sulfato (DS) e o condroitin sulfato (CS), havendo, além desses,
uma concentração menor de heparan sulfato (HS) (Figura-2).
A distribuição da concentração de DS e CS
nos diversos segmentos da uretra é uniforme, o que não ocorre
com o HS, que tem uma distribuição heterogênea (p
< 0.01). A média da concentração relativa de HS
em relação com o total de GAGs sulfatados nos segmentos
das uretras analisadas são: glandar, 7.4% ± 1.7526; peniana
12.4% ± 2.6848; bulbar 13.8% ± 2.9265; membranosa 10.3%
± 2.3904.
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Figura
2 - Concentração relativa dos diferentes tipos de
glicosaminoglicanos (GAGs) sulfatados presentes nos segmentos
da uretra masculina humana.
Barra preta - heparan sulfato; barra cinza - dermatan sulfato;
barra branca - condroitin sulfato.
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O
segmento glandar da uretra humana apresentou uma concentração
relativa de HS significativamente diferente (p < 0.05) das médias
obtidas para os segmentos peniano e bulbar (Tabela-2). Entre os demais
segmentos a diferença não foi estatisticamente significativa.

DISCUSSÃO
A
uretra masculina humana apresenta especializações estruturais
e funcionais sem correspondentes entre os demais mamíferos (12).
Isso faz com que não exista um animal ideal para estudos experimentais
da uretra masculina comparável ao homem. Sendo assim, ainda que
seja um material difícil de se obter, é extremamente importante
que seja utilizado a uretra humana normal para se poder determinar sua
estrutura molecular e assim comparar com suas patologias. Nós usamos
para a extração e análise de GAGs 7 uretras masculinas
humanas, frescas e normais, de indivíduos adultos jovens, consistindo
portanto de uma amostra significativa e homogênea.
A
uretra masculina humana é composta estruturalmente de um epitélio,
que varia de acordo com o segmento uretral, apoiado em uma membrana basal.
Abaixo da membrana basal existe um tecido conjuntivo contendo sinusóides
vasculares (exceto a uretra membranosa) e células de músculo
liso. Este tecido conjuntivo inclui também fibroblastos, e uma
grande quantidade de matriz extracelular que contém, além
de colágeno e fibras elásticas, proteoglicanos. Toda a uretra
está revestida por uma camada adventícia. Além disso,
a uretra masculina humana apresenta glândulas mucosas distribuídas
principalmente no segmento bulbar e glandar, estando ausentes na membranosa
(13). Essa peculiar estrutura da uretra esponjosa, com os sinusóides
revestidos por células endoteliais, sugere que ela tenha uma origem
vascular (4). Ainda existem outras diferenças estruturais entre
os diversos segmentos da uretra masculina humana. A uretra glandar apresenta
uma continuidade do epitélio escamoso queratinizado que cobre toda
a glande, além de conter uma grande quantidade de tecido esponjoso.
A uretra peniana proporcionalmente contém menos tecido esponjoso
e mais urotélio. A uretra bulbar, que tem uma grande capacidade
de distensão da sua luz, possui pequenas artérias que se
abrem numa grande quantidade de tecido esponjoso, pouco epitélio,
e uma adventícia de espessura variável. A uretra membranosa
consiste fundamentalmente de epitélio transicional e uma espessa
camada de fibras musculares lisas envoltas por uma adventícia que
se comunica com as fáscias da musculatura do diafragma urogenital.
Essas diferenças estruturais também se acompanham de alteração
bioquímica da matriz extracelular. Como evidenciado pelo nosso
estudo, o segmento glandar é o que apresenta a maior quantidade
de GAGs totais presentes na uretra masculina humana. Essa quantidade diminui
progressivamente em direção ao segmento bulbar, que possui
aproximadamente duas vezes menos GAGs totais que a glande. Todas essas
diferenças estruturais e na composição de GAG sugerem
que, se as características físico-químicas de um
tecido são dependentes em parte da sua matriz extracelular, os
diversos segmentos da uretra masculina humana não devem ter complacências
uniformes nem reagir de igual forma às lesões. Ainda não
se sabe, por exemplo, porquê da balanite xerótica obliterante,
uma enfermidade que afeta o tecido conjuntivo, tem maior incidência
na glande e cursa com estenose da uretra glandar e progride para a uretra
peniana, afetando raramente a uretra bulbar.
Decorina
e biglican são pequenos proteoglicanos ricos em DS, enquanto o
versican, um proteoglicano de cadeia longa, apresenta grande quantidade
de CS (3). Estes dois GAGs, que têm uma distribuição
predominantemente intersticial, são os mais comumente encontrados
na uretra masculina normal de indivíduos adultos jovens, como evidenciado
por nosso estudo. Decorina e biglican são importantes na estabilização
das fibras de colágeno (5). A imunomarcação dos colágenos
tipo I e III tanto em uretras normais como com estenose sugerem que a
lâmina própria dos sinusóides vasculares são
componentes importantes para manutenção da complacência
uretral (4).
O
HS, um GAG de membrana basal, tem uma distribuição irregular
na uretra, chamando a atenção sua baixa concentração
na glande. A concentração maior de HS na uretra bulbar provavelmente
se deve a grande quantidade de sinusóides vasculares, formando
uma extensa superfície de membrana basal. A heterogeneidade nas
cadeias de GAGs associados a diferentes tipos de proteoglicanos pode providenciar
lugares para a interação de fatores de crescimento com componentes
da matriz extracelular. De fato, domínios estruturais específicos
no HS arterial têm demonstrado atividade antiproliferativa para
músculo liso (14). As estenoses da uretra masculina, sobretudo
as que comprometem o segmento bulbar, se caracterizam por um denso tecido
rico em colágeno, pouco vascularizado, e com ausência de
músculo liso uretral, uma característica que pode estar
relacionada com a estrutura molecular da matriz extracelular da uretra
normal.
Sumarizando,
a concentração e composição de GAGs apresenta
variações significativas ao longo da uretra masculina humana.
Tal heterogeneidade indica adaptações funcionais nos diversos
segmentos desse tecido e pode estar relacionada com a incidência
e localização de patologias uretrais.
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____________________
Received: July 10, 2000
Accepted: August 15, 2000
RESUMO
IDENTIFICAÇÃO
DOS GLICOSAMINOGLICANOS PRESENTES
NA URETRA MASCULINA HUMANA
Objetivo:
Os glicosaminoglicanos (GAGs) são componentes da matriz extracelular
e desempenham um papel fundamental na fisiologia normal e patológica
de vários tecidos. Entretanto, não existem dados na literatura
sobre a composição de GAGs na uretra humana. O objetivo
do presente estudo foi a identificação dos GAGs na uretra
humana de adultos jovens.
Material
and Métodos: As amostras de uretra masculina foram obtidas de 7
cadáveres frescos, macroscopicamente normais, com idade variando
de 16 a 38 anos (idade média 26 anos). A uretra foi dividida em
segmentos para análise: glandar, peniana, bulbar e membranosa.
Os GAGs em amostras delipidadas de tecido seco foram extraídos
por digestão em papaína e precipitação com
cloreto de cetilpiridínio/etanol. A concentração
de GAG total foi determinada pela dosagem de ácido hexurônico,
e foi expressa como mg de ácido hexurônico por mg de tecido
seco, enquanto que as proporções de GAGs sulfatados foram
determinadas por eletroforese em gel de agarose.
Resultados:
A concentração de GAG total foi significativamente heterogênea
(p<0.02) ao longo da uretra. A média de GAG total presente nos
segmentos glandar, peniano, bulbar e membranosa foi 2.406 ± 0.5627,
2.029 ± 0.6273, 1.272 ± 0.5008 e 1.707 ± 0.3021,
respectivamente. A concentração média de GAG total
é diferente (p < 0.05) entre o segmento bulbar e os peniano
e glandar. O GAG sulfatado predominante na uretra masculina é o
dermatan sulfato, seguido do condroitin sulfato, e o heparan sulfato (HS).
A concentração relativa de HS variou nos diferentes segmentos
da uretra masculina (p < 0.01), e foi mais alta (13.8% do total de
GAGs sulfatados) no segmento bulbar.
Conclusão:
A concentração e composição de GAG na uretra
masculina humana varia significativamente. Esta heterogeneidade indica
em adaptações funcionais nos diversos segmentos e pode estar
relacionada com a incidência e localização de patologias
uretrais.
Unitermos:
uretra masculina, glicosaminoglicanos, proteoglicanos, matriz extracelular
Braz J Urol. 26: 426-432, 2000
_______________________
Correspondence address:
E. Alexsandro da Silva
Unidade de Pesquisa Urogenital
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Rio de Janeiro, RJ, 20562-970
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